:: Lua de mel em grupo (no Cafe com Ahmed) – Parte VII ::

Passamos a sair em grupo. Quem vem acompanhando minha Odisseia jura que eu não queria de jeito nenhum companhia no período da lua de mel, mas não era bem assim, afinal teoricamente teríamos a vida inteira pra fazer “o que vocês estão pensando” (não vou contar isso aqui não que pode ter criança acordada, mas os adultos entenderam né?!  😀 Então, eu queria companhia sim, desde que essas companhias só entrassem em cena quando eu as chamasse, só que Ahmed, além de ter entrado em cena assim de para quedas, insistia em aparecer nas horas menos apropriadas, sem contar em certas ocasiões digamos que mais “pessoais”, se é que os adultos me entendem, e quando menos esperávamos o telefone tocava ou alguem batia a porta, e quem era?! Quem?! Michael Jackson?! (Lembrando que na época ele era vivo), Silvio Santos?! Barack Obama?! Osama Bin Laden?! Hosni Mubarak?! Nada!! Quem mais poderia ser?! Ahmed!! Pois é, até “nessas horas” eu tive que aturá-lo, e tinha que parar tudo e atender o telefone, porque se desligasse ele vinha bater a porta e quando ele vinha bater a porta, ele tocava a campainha umas três vezes, se ninguem viesse, ele começava a bater na porta, se não houvesse resposta, ele começava a chamar pelo falecido, então pra evitar reclamações com os vizinhos, era melhor atendê-lo… Grrrrr!

– Vamos sair com o pessoal pra um Café hoje a noite? – perguntou o falecido –
– Humm legal, eu estava pensando sobre isso mesmo. Liga pro pessoal e vê com eles qual o melhor horário… Chama Ahmed tambem…
– WHAT?!
– Chama Ahmed…
– Are you kidding?!
– Não to tirando onda não, chama lá ele

Bom, vocês lembram dos mandamentos de Deus né? Pois bem, tem um bem complicado que uma vez a cada ano eu consigo seguí-lo: amar o próximo como a mim mesmo. Amar o próximo é algo já complicado e quando esse próximo é o contra peso da tua lua de mel aí é que o negócio complica, mas naquele dia eu tinha acordado com a alma limpa e decidí fazer o bem pra ver se assim ganhava uma pedrinha na minha coroa que a essas alturas, depois de tanto stress deveria estar pior do que anel de camelô da 25 de março.

Bom, tínhamos ido a um outro Café dias antes e eu tinha amado, então porque naquele Café seria diferente?! Bom, o local não era tão aconchegante como o primeiro que tinha três sofás enorme numa area reservada só pra nós, pinturas lindissimas nas paredes… Bom, esse agora era bem menor que o primeiro, com espaço bem limitado e umas cadeiras de madeira dura que só vendo, claro que não existe cadeira de madeira mole, mas uma almofada até que ía bem, os membros inferiores traseiros agradeceriam…

Nos organizamos lá e por alguns segundos ficamos um olhando pra cara do outro, não sei o que cada um pensou, mas cá com meus botões eu imaginei: “Isso tá começando a ficar chato”. Surgiu a ideia de jogar. É… a principio me pareceu legal até eu perceber que só os homens jogariam e nós mulheres ficaríamos olhando sem entender muito bem porque o círculo pequeno de madeira ora estava em cima e ora estava na parte de baixo, sem contar que eles comentavam sobre o jogo em árabe, esquecendo completamente as três patetas brasileiras que falavam ingles e estavam alí alheias a tudo, ou quase tudo já que uma delas tinha alguns conhecimentos básicos em árabe.

A cena foi a seguinte: os esposos das duas brasileiras jogando juntos, o falecido jogando com quem?! quem?! quem?! Ahmed!! (E quando o cara lá trouxe o joguinho eu fiquei jurando que o falecido iria jogar comigo…Grrr) Uma das brasileiras brincando com a filha de Ahmed e arriscando uma palavras árabe com ela, a outra brasileira, juntamente com a esposa de Ahmed, olhando o marido jogar, cada uma sabe Deus pensando o que, e eu de cá olhando o falecido jogar com Ahmed e ainda tentando entender porque a bolinha de madeira estava em cima e não na parte de baixo. Que diversão!! Ainda pensei em me juntar com as mulheres do grupo e tentar jogar conversa fora enquanto eles jogavam, mas o local era apertado e na posição em que estávamos, juntar-se significaria atrapalhar os jogadores.

– Muito legal aqui não é? Está gostando? – pegunta o falecido –
– Legal?! Só se for pra você porque eu estou odiando… Vamos embora?
– Mas embora agora? Quer jogar?
– Não, perdi a vontade…

Sou péssima em esconder os sentimentos, juro que tentei diversas vezes fazer isso, mas nunca dá certo, e quando o burro está amarrado, não adianta! Daqui a pouco aquela luz em minha direção, era Ahmed tirando foto minha e do falecido.

Fala pra ele parar de tirar foto que eu não estou a fim

O falecido até que pediu, mas quanto mais ele pedia mais ele tirava fotos. Comecei a sentir cada nervo da minha orelha queimando e uma vontade enorme de pegar aquela máquina dele e jogar de rio Nilo a fora, ainda hoje quando olho pras fotos posso ver as orelhas em chamas. Ainda ficamos mais uns minutos naquele Cafe, voltei pra casa decidida a não colocar em prática mais mandamento nenhum durante aquele periodo de lua de mel, pelo menos não com Ahmed…

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8 Respostas para “:: Lua de mel em grupo (no Cafe com Ahmed) – Parte VII ::

  1. Oiii, parabens pelo blog , to acompanhando e sua lua de mel e o ahmed me fez lembrar um primo do meu marido que grudou igual chiclete rsrs. Parece q é dificil para algumas pessoas entender , q vc vem de outro pais passou um tempao só se comunicando pela net e quer ficar o maior tempo possivel com o marido né sem vela. No meu caso eu tb queria fazer passeios a dois em Istanbul ver a cidade, mas tinha sempre o primo.Ainda bem q ele so ficou uma semana e depois voltou pra cidade dele ufaaa

    • Humm legal, teu marido é egípcio tambem ou é lá de Istambul? Tens algum Blog contando tua Odisseia tambem? Se tiver me manda ai 😉

  2. ahahahah! vc. teve o Ahmed e eu aturei um tio (nao era lua de mel, rsrsrs)…O mala ainda era papagaio de pirata, entrava em todas as fotos!

    • Aiiii fiquei curiosa!!! Conta ai!!!!
      Se você quiser pode fazer o texto e me manda por e-mail (me confirma que te mando o e-mail) que eu crio um post aqui em tua homenagem 😀

  3. aahahaha eu q brinquei com a criancinha… eheheh realmente, eu odeio aquele jogo chama taola… só fui aprender outro dia aqui no Brasil, mas é aquela coisa, vc joga 2 vezes e já meio que cansa…

    mas vc esqueceu de mencionar meu belíssimo macarrão com salsicha que fiz um dia auhauhauha

    • Eu lembrei do macarrão mas eu fiquei na dúvida se tinha sido nesse mesmo dia :S
      Vai me ajudando ai na sequencia dos fatos 😛

  4. sorry, mas pelo que percebi, a unica coisa legal da lua de mel por enquanto foi o encontro com a brazukada…rs…ponto para nos!!!

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