:: Saindo de forma e voltando para ela ::

Lá por volta de 1996 eu estava no auge da minha boa forma. Nunca tive corpo de Top Model, e nem nunca tive vontade de ter, mas eu estava completamente feliz nos 65 quilos distribuidos em 1.74 de altura. Modestia a parte, eu ficava me achando a última flor do jardim suspenso da Babilonia frente aos comentarios de amigos e até desconhecidos sobre a pessoinha aqui. Vamos ser sinceros né, quem não gosta de ouvir algo do tipo: “Você está linda!” ?! Mas tudo mudou depois que eu entrei nesse mundo virtual e conhecí o falecido…

Quem nunca passou por essa experiencia de relacionamento virtual, não tem noção do quanto estressante tudo isso pode ser e pra mim tudo tinha dimensões faraônicas. Me preocupava com o que a familia e amigos achariam em eu, evangélica, casar com um muçulmano, e como se isso não bastasse, tê-lo encontrado na net. Me preocupava em como que fariamos pra sair do mundo virtual, e até então não tinha nada certo se eu iria pro Egito ou se ele viria pro Brasil, se casariamos no proximo ano ou na próxima década…

Prazer! Meu nome é perfeccionista e ansiedade é meu sobrenome. Nessa fase da vida a minha ansiedade chegou ao seu nível mais alto, além de toda a realidade que envolvia o falecido, eu estava no ano de conclusão da faculdade, e só quem já passou pelo TCC é que sabe o stress que é aquilo lá, e pra o meu desespero, eu tinha sido “sorteada” e tinha ganho o orientador mais exigente da faculdade, o que só complicava ainda mais a minha vida. Pra mim ansiedade sempre foi sinônimo de fome descontrolada e nessa fase da vida eu só não comí a geladeira porque o material era duro demais pra ser mastigado pelos meus frágeis dentes, mas as minhas visitas diarias ao seu interior passaram a ser incontáveis e não demorou muito pra que eu começasse a ficar com outra forma: a de bola. Mas o TCC estava quase aprovado e a vida com o falecido estava a meio caminho andado, logo tudo seria resolvido, a vida voltaria a ser tranquila e eu voltaria ao meu peso normal. Era o que eu achava. O TCC ficou pronto, apresentado, aprovado e eu e a colega tiramos a inacreditável nota máxima. Wow!! Me mandei pro Egitão de malas e cuias, casei com o falecido e como em todo o começo, tudo foram rosas. Maravilha!!

Bom, vocês conhecem um pouquinho da minha odisseia com o falecido e sabem que a fase das rosas foi curtíssima, restando apenas um bouquet de espinhos, e lá no Egitão mesmo a ansiedade da vida voltou a me fazer companhia e o meu estômago já dava sinais de vida, a fome era tanta que um pouco de água e sal, e eu estaria fazendo sopa até das pedras das pirâmides. Viemos para o Brasil e aqui foi que o nível de stress ultrapassou todos os meus limites e de uma hora pra outra eu cheguei aos 90 quilos, isso mesmo, NOVENTA QUILOS! Minha sorte era que a minha gordura não era do estilo iôio que quando o individuo anda fica aquele ploft-ploft sem fim pra cima e pra baixo, mas apesar disso, eu estava ENORME, e de ultima flor do jardim suspenso da Babilonia, passei a figurar como os tantos lutadores de sumô espalhados pelo mundo afora, e o comentário que eu recebia era esses assim: “Puxa como você engordou!”. Como a indiscrição alheia me incomodava…

Depois de me livrar do falecido, ainda passei por aquela fase terrível de sentir-me profundamente irritada sempre que tinha que dar satisfações aos curiosos de plantão sobre o final do casamento, agora que eu enxergava a realidade das coisas, ficava me perguntando zilhões de vezes onde que eu estava com o juizo quando havia me mandado pra casar com ele, lembrava dos incontáveis conselhos e me achava a mais anta de todas em não ter dado ouvido aos mesmos, enfim, toda aquela fase normal de pós separação, e encher a pança de todo tipo de junk food era o que me fazia sentir melhor, embora depois tivesse sustos múltiplos quando me olhava no espelho…

Um belo dia peguei uma foto dos meus bons tempos de boa forma e tenho que admitir que aquela pessoa lá da foto não tinha nada a ver com a que hoje a olhava naquele pedaço de papel. Calculei todo tempo perdido e cheguei a conclusão que já era mais que hora de recomeçar, não pela questão estética em sí, mas acima de tudo pelo amor próprio. Regime, aqui vamos nós!!

Vocês já acompanharam aqui um pouco do início da minha odisseia rumo ao corpo perfeito, e vocês não fazem ideia de como o negocio está dando certo, comecei a fazer caminhada, (fiz até um post no dia em que comecei, mas a preguiça foi maior e até agora ele está lá na reserva esperando que eu o conclua. Shame on me!). Já eliminei quase 15 quilos e semana passada ouví um comentario de um aluno que me fez outra vez sentir-me a ultima flor do jardim suspenso da Babilonia :P. Mais dez quilos perdidos e eu voltarei aos meus bons tempos de 1996. Estou tão happy!!

Bom, ainda quero compartilhar com vocês algumas outras coisas sobre minha reeducação alimentar, mas vou deixar pra depois, já está ficando tarde e preciso correr pra cama porque de manhazinha uma caminhada de 10km me aguarda.

See you!

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Uma resposta para “:: Saindo de forma e voltando para ela ::

  1. Já fiz regime sem nenhuma atividade física, por que tenho limitações p/ fazê-las. Somente me alimentava de frutas legumes, verduras e carne magra. Diminui os doces a uma relés unidade de recheada antes d dormir c/ leite desnatado, carboidratos no máximo 3unid. de cream-cracker. A fome -óbvio- roía até minha alma. Comia frutas(nunca abacate) ou barrinhas de cereais nos intervalos das principais refeições. Ah, sim! Ainda tinha o suco de frutas com gelatina em pó sem sabor. Esse ingrediente rasgava meu bolso sem dó…ai!!
    Perdi 4,500kg em 30 dias. Bom seria, ter feito uma academiazinha, mas ñ posso. Td bem, precisava emagrecer por questões de saúde… e ñ fiquei desapontada, ñ! Fiz assim até perder 15 kg.
    bjs
    bom domingo

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