Colocando o cérebro pra pensar inglês

Senta que o post de hoje é quilométrico… 😀

Desde a minha adolescência que eu estudo inglês, a principio não gostava nada da língua inglesa, até que uma pimenta me fez cair de amores pela língua do Tio Sam. Pra quem não lembra  da historia da pimenta, da uma passadinha aqui… Com o tempo acabei me tornando uma English teacher e desde então tenho tentado aperfeiçoar meus conhecimentos, mas meu grande alvo mesmo sempre foi ter fluência no inglês falado e esse sempre foi também meu grande problema já que eu não tinha com quem colocar em prática todas as teorias até então aprendidas.

Na minha saudosa época do Cultura Inglesa eu fazia a festa com um dos meus colegas de sala (Miss you Gustavooooooo!!!), ele era tão desesperado quanto eu pela fluência na língua inglesa e sempre nos falávamos em inglês, nossos intervalos eram sagrados, procurávamos um cantinho mais reservado e enquanto a maioria fazia a festa com as guloseimas da cantina, nós estávamos lá speaking English. Lembro que tínhamos um segundo intervalo de mais ou menos meia hora para a aula de conversação e adivinhem como nós preenchíamos esse tempo… Speaking English! Mas as aulas eram apenas uma vez na semana e morávamos em cidades diferentes, logo passávamos o resto da semana sem ter como melhorar nossa fluência no inglês falado. O curso também chegou ao final e aí foi que tudo piorou mesmo, cada um tomou seu rumo e os encontros ficaram cada vez mais escassos e a fluência cada vez mais distante também. Claro que éramos hábeis para falar inglês, mas quando falo em fluência me refiro ao fato de falarmos inglês pensando em inglês, se desprender das regras e lógicas da gramática portuguesa, falar inglês pelo inglês e ponto final, entendem? E isso aí só é adquirido com muita prática.

Na época eu já dava aula de inglês nas escolas, mas era Ensino Medio e em escola pública, vocês já imaginam o desastre que é, e nem adiantava querer puxar muito que os alunos não acompanhavam, e o problema nem era deles, os coitados já vinham com uma base primaria ultra deficiente e com certeza eu não conseguiria mudar essa realidade, até tentei, mas…

Os anos foram passando e de alguma forma eu tentava deixar meus estudos em dias, não havia esquecido o alvo de obter o máximo de fluência, mas estava bem difícil. Nesse meio tempo eu arrumei emprego em uma agencia de turismo. Que mudança hein! De professora pra agente de viagem… O bom da historia foi que eu fiquei com a parte internacional da agencia, os gringos ficavam sob minha responsabilidade e eu me realizava quando tinha a chance de fechar algum negocio com eles, tudo porque eu estava tendo a chance de treinar meu inglês falado, ahh e eu ficava me achando a última Coca Cola do deserto do Saara quando algum elogiava meu inglês, vocês não tem noção! Só que meu período na agencia foi curto, logo voltei ao ramo da Educação e ao velho problema: com quem praticar meu inglês?!

Há uns poucos meses atrás participei de uma seleção no CCAA e lá fiz amizade com Ewerton, que também estava fazendo parte da mesma seleção. Ele mora na mesma cidade que eu, mas eu não me lembro de ter o visto por aqui, digamos que saio pouco de casa e acabo não conhecendo as pessoas ao meu redor, desconheço até alguns vizinhos que há anos luz moram na mesma rua que eu, da pra acreditar?! Pois acreditem! Bom, depois ele comentou que havia passado em um concurso e que trabalharia na escola tal, exatamente a escola onde eu trabalho e aqui que começa toda a historia. Acabei descobrindo que ele também tinha vontade de melhorar o inglês falado e assim sendo dei uma sugestão: nós só conversaríamos em inglês. Acordo feito, português “esquecido” e inglês forever and ever agora. Ahhh mas como eu estava me sentindo realizada, contava as horas pra chegar logo na escola pra treinar meu English, começamos a trocar alguns materiais de estudo e nas horas vagas lá estávamos nós estudando e falando em Ingles, of course!

Não demorou muito e isso tornou-se um hábito, nosso cérebro já estava tão habituado aquilo ali que se por acaso falássemos português era como se o cérebro tivesse uma certa “dificuldade” em processar a informação. O problema é que o que para nós era agora algo normal, para a grande maioria dos alunos e os outros funcionários da escola era um bicho de sete cabeças, quatorze pernas e vinte e um braços. Alguns achavam engraçado, outros interessante, outros ficavam extremamente irritados e outros, esses foram os melhores, se sentiram encorajados a se dedicarem mais no estudo da língua inglesa.

O legal da historia é que recentemente chegou na escola outro funcionário que fala inglês e mais do que depressa eu o convidei pra enjoy our club e vocês não tem noção da minha alegria de poder colocar em prática todos os conhecimentos e melhor ainda, acrescentar sempre algo novo.

Reconheço que as vezes tenho que me controlar, principalmente quando estamos entre outras pessoas que não falam inglês, nosso objetivo é apenas melhorar nossas habilidades orais no idioma, mas pouquíssimas pessoas conseguem analisar por esse lado, infelizmente é mais fácil acharem que queremos nos exibir ou falar mal delas sem que elas saibam. Coisa chata, né?! Principalmente porque somos conscientes de que não é essa a intenção, mas fazer o que?! O jeito é evitar falar inglês quando estamos entre outras pessoas, mas confesso que a língua fica coçando, poxa, são oportunidades únicas mas daí eu tenho que me privar delas porque “x” ou “y” pensa uma coisa que não tem nada a ver?! Ahhh que saco!

Enfim, eu ainda estou longe da sonhada fluência, mas tenho melhorado muito, só o fato de ser capaz de falar inglês sem pensar em português pra mim já é um grande avanço, e agora então, tendo com quem praticar quase que diariamente, com certeza o processo de aprendizagem e melhoramento só tende a ser cada vez mais rápido, e fica aqui a dica pra quem assim como nós, está a procura de falar inglês o mais próximo possível do nível de fluência. Seja lá qual for o idioma, só se aprende a falar, falando. Espero que vocês tenham a mesma sorte que eu tive, de encontrar pessoas legais para manter uma troca de conhecimento e let’s speak English! 😉

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6 Respostas para “Colocando o cérebro pra pensar inglês

  1. Pingback: Uma gringa fail « Diario de uma Perfeccionista

  2. Quem me dera estar no nível que voce, se o preço é esse, que as pessoas achem que eu estou tirando honda, eu pago com todo prazer, boa sorte siga em frente, o mundo é dos batalhadores e voce é uma guerreira.Very good.

  3. Esse cara ai do post sou eu! \o/!!

    Hey my friend…. u already know that I’m so happy as well… cuz I’ve found you!!! I’m finally speaking in english!
    Thank God for have shown me you!

    Now we keep in our struggle to get the complete fluency, I hope it doesn’t take long!

  4. Ai quem dera um dia eu chegue nesse nível !
    Qdo algum dia a gente se encontrar, pode falar inglês à vontade comigo…kkkkkkk
    abs

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