☆ Diario de Bordo: Um motorista chamado Amnon ☆

Posso dedicar este post a mais uma pessoa muito especial que encontrei lá na Terra Santa? Tudo bem que sei que vocês querem saber dos acontecimentos, mas além de Mosheh e de Selma, vocês precisam conhecer também outra figura extraordinária chamada Amnon.

Em se tratando de viagens com grupo de turismo, quando falamos em motorista, o que vem logo a mente?! Não sei vocês, mas pelo menos na minha mente vem aquele cara mal arrumado, de poucas palavras, geralmente fechadão, que leva o grupo de um local pro outro e ponto final, ah isso sem contar também que ele só fala a língua local, fazendo com que o mesmo fique quase que incomunicável com as pessoas do grupo. Essa era a minha ideia, até ter encontrado com a figuraça do Amnon.

Foi com esse esteriótipo de motorista de turismo que entrei no ônibus no primeiro dia, meu pre julgamento me impediu até de olhar pra a cara dele e dar um bom dia. Coisa feia né não?! Que vergonha… Minutos depois uma música hebraica bem agradável começa a ser tocada no ônibus e eu estou aqui, jurando que tinha sido trazida pelo lider do grupo, que  depois disse que aquele CD não era dele… E de quem era então?! Vocês acreditam que era do motorista?! Poxa que legal! Em nenhuma das viagens que até então eu havia feito, os motoristas tinham tido essa preocupação de proporcionar um ambiente agradável aos passageiros, foi aí que pelo retrovisor passei a prestar atenção ao rosto da figura que pelo menos visivelmente não tinha nada a ver com o meu esteriótipo de motorista. Enquanto o meu era fechadão, Amnon tinha uma feição simpatica, enquanto o meu era mal arrumado, Amnon estava de barba feita, roupa social e até de gravata…

Esses ônibus de turismo tem serviço de som espalhado por todo canto e daqui a pouco aparece uma voz que acompanhava a música hebraica que tocava no CD, uma voz animada e ainda animando o pessoal, e detalhe, falando inglês… Imaginem quem era… Amnon!! Da pra imaginar a cena?! Amnon com o microfone na maior animação. Apaixonei!! Preciso dizer que nos tornamos amigos?! Assim como Mosheh, ele soube conquistar o pessoal e as despedidas não foram menos dolorosas. Ele que passava a maior parte do tempo cantarolando, estava agora todo serio e caladão, e eu estou aqui logo atrás dele e observando todo aquele clima pelo retrovisor..

– Amnon! O que tu tens?!
– Humm?!
– Estas todo quieto… que houve?
– Sabe como é, essa coisa de despedida…

Nisso começa a cantar a seguinte música:

“Shalom Chaverim… Shalom Chaverim… Shalom… Shalom…   [Paz Amigos…]
Lehitraot… Lehitraot… Shalom”   [Até mais… Paz]

– Engraçado… essa música está bem propicia para o momento – Disse ele com ar pensativo
– Quero ir embora não… Que eu faço?!
– Já sei! Quando o pessoal tirar as bagagens você se esconde na mala…

Ah como era bom se certas questões fossem resolvidas assim tão simples, né?! Um dia antes já tínhamos nos despedido de Mosheh e Selma, e agora lá estávamos nós vivendo todo o sofrimento mais uma vez. Deixamos Israel, mas jamais esqueceremos do motorista israelense espetacular que se preocupava com a aparencia, passava o tempo quase todo cantarolando,  falava fluentemente inglês e conquistou o amor de todos do grupo.

Olha ele aqui!

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