Pensando na morte…

Morte é sempre morte, a gente passa a vida toda fugindo dela e pedindo a Deus que ela não encontre nem tão cedo as pessoas que fazem parte da nossa convivência, mas apesar disso, a gente é bem consciente de que um dia todos nós passaremos dessa pra outra.

Quando a morte vem para pessoas de mais idade, a gente meio que se conforma, apesar da dor, mas a gente tem aquele sentimento de que a pessoa aproveitou bem a vida, mas e quando a morte vem pra pessoas que estavam apenas começando a viver?!

Aqui na minha cidade as mortes são anunciadas por um carro de som, que normalmente fala o nome dos familiares e depois o nome da pessoa falecida. Hoje lá ía eu passando pela rua quando escuto o tom de voz típico de anúncio funeral. A pessoa parecia ser nova ainda, porque no anúncio não foi falado em esposa, em neto, em filhos, só no pai e na mãe. Quando anunciou o nome, eu achei familiar, mas não veio ninguem em mente logo de início, até que um amigo que estava comigo disse que conhecia e pelos detalhes, eu lembrei quem era a pessoa.

Ele tinha apenas 27 anos! Uma dor de cabeça na quarta-feira passada anunciava a meningite que estava pronta pra levar a vida dele. Eu não tinha intimidade com ele, mas sempre o via na loja aqui na rua da minha casa ou pelos ônibus da vida, ainda tô meio aerea e com aquela sensação de “ele tinha tanta coisa pra viver ainda…”

Pior é que sempre que morre alguém na minha faixa etária, eu fico pensando na minha própria morte…

[…]

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6 Respostas para “Pensando na morte…

  1. Dyrdhra Rodrigues

    Não tenho medo da morte ou da solidão. Mas, sim de ficar dependente de alguma forma da ‘boa vontade’ de alguém, seja se for familiar ou não. Todo mundo tem suas vidas e rotinas, por mais amor que haja (e olha que precisa mesmo e em alguns casos dinheiro conta tam-béém!!), penso que cuidar de criança, idoso ou doente é dom divino.

  2. Ai Nadir, sabe meu maior medo? é de ser uma velha sozinha isso sim.
    Da morte, não tenho medo não, qdo eu tinha 14 años, tinha a “impressão” dentro de mim, de que eu iria morrer cedo, mesmo assim isso não me assustava. Hoje não tenho mais essa impressão!
    Mas qdo penso em Asilo, abandono, solidão, affff… me aperta o coração 😦

  3. Acho que não é só quando é alguém na mesma faixa etária. Eu acho que quando vamos a um funeral ou lamentamos uma morte, lamentamos nela a nossa que ainda está por vir…

    • Essa questão da faixa etária é mais relativo as pessoas jovens, “daqui a pouco” eu vou chegar aos 50, 60, 70… e aí essa de faixa etária vai ser história, mas quando morre alguém jovem, como o caso desse rapaz, somente 27 anos… poxa, da aquele sentimento de que ele tinha tanto pra aproveitar, poderia viver tanta coisa, o cara estava noivo, se organizando pra casar… =(

    • Caramba!!! Só agora notei que postei o comentário acima usando o blog da comu O_o

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