Um domingo cultural entre amigos

E lá fomos nós procurar algo diferente pra preencher o final de semana: Eu, Felipe , Darcy, Lúcia, Rafael e Alexandre, e sair também dos limites virtuais, já que a metade deles só se conhecia via Facebook. Tudo começou pouco mais de um mês atrás quando pelas janelas do MSN planejávamos mudar o mundo… Danosse, nem me empolguei! Digamos que planejávamos mudar o nosso mundo (melhorou né!), mas algumas partes do plano deram errado e dos seis, três tiveram que ficar de fora… Depois conto a vocês do que se trata, mas resumindo: Pra não passar em branco, resolvemos nos encontrar para fazer um fim de semana diferente. Recife foi o local escolhido, mais especificamente o centro histórico, conhecido como “Recife Antigo”.

Começamos pelo Paço Alfândega, a construção do mesmo data de 1732, já funcionou como um convento e posteriormente alfândega, em 2003 passou a funcionar como um centro de compras. O shopping é relativamente pequeno, mas encantador, principalmente pra quem gosta de história antiga, lá no Paço ainda encontra-se paredes e arcos da construção original, sem contar com um terraço que da uma visão privilegiada da Veneza brasileira… Vale a pena conferir!

Do Paço fomos para o Marco Zero dar uma visitada no Parque das esculturas de Brennand. Lá a gente pode ver 50 esculturas em bronze e 5 esculturas de cerâmica. Sem dúvida a mais famosa é a Coluna de Cristal com seus 32 metros de altura. Alguém aí me explica porque a grande maioria das obras de Brennand são tão apelativas?! Essa coluna de cristal mesmo só me faz pensar em “outras coisas”, digo, “outra coisa”…

Bom, e aqui eu não poderia deixar em branco um fato muito cômico. Não da pra ir a pé do Marco Zero para o Parque das esculturas de Brennand, a travessia tem que ser feita com algum meio de transporte aquático, e chegando lá já fomos abordados pelos “taxistas marinhos” e a comédia já começou na negociação do preço…

– Vamos! Eu levo vocês por R$ 5,00 cada pessoa – disse o tiozinho lá –

– Cinco reais?! Tá doido!! A gente vai atravessar um braço de mar e não o oceano… – Disse Alexandre já indo em direção ao outro tiozinho de cara de pescador –

– Eu levo por R$ 3.00 – Disse o tiozinho –

– Vamos!! Vamos!! Eu faço por R$ 3.00 e o meu é a motor – Berrou o primeiro tiozinho –

Decidimos ir com o primeiro, o “taxi” dele era a motor e assim chegaria mais rápido, tudo bem que seria até mais “ambiental” ir com o outro que não tinha motor, é até agradável ouvir o baruho do remo nas águas, mas pra quem não sabe nadar, o quanto antes chegar a margem, melhor…

Não era a primeira vez que eu fazia essa travessia, então já sabia como era o “taxi”, mas… era a primeira vez de Lúcia que jurava de pés juntinhos que “com motor” era a mesma coisa que lancha e “sem motor” era a mesma coisa que barquinho meia boca. Tava jurando que teria uma plataforma com tapetes vermelhos e corremãos dourados… Tadinha, quase teve um ataque cardiaco fulminante ao ver as condições reais da situação, isso sem contar com Felipe que tava já fazendo as recomendações pré funeral.

Vejamos a gravidade da situação: o barco era simples e não tinha a mínima segurança, ví lá uns coletes, mas mais pareciam servir de tapete do que propriamente kit de segurança, o acesso ao barco era uma escada corroída, linda e brilhante de lodo verdinho bandeira, uma pisada errada alí e era uma vez uma bunda saudável, o caminho entre a escada corroída e o “assento” do barco era uma jornada nas estrelas, tinha que dividir os neurônios entre o pé que ía pro barco, o outro que estava na “plataforma”, o equilíbrio quando os dois estavam no barco, que não parava de balançar, e o balanço mais forte a cada vez que mais alguém entrava. Levando em consideração que alí passa navios, consequentemente a profundidade é considerável né, e o nosso medo acompanhava já que não sabíamos nadar, resumindo: TODOS EM PÂNICO! Mas sabe como é né, vencer o medo em grupo é bem menos complicado do que sozinho, então… nos jogamos!

Quatro já estava dentro do barco meia boca do tiozinho de bigode, mas… Lúcia e Alexandre estavam a margem com cara de sexta-feira 13 e decididos a não embarcar. Alexandre, já da cor do arco-iris, bateu o pé, amarrou o burro e disse que não ía, já Lúcia, um pouco menos cabeça dura, atendeu ao nosso apelo e se jogou no barco, claro que depois de dançar a dança do entra e sai, dar altos gritos de desespero, chamando por Deus, pela mãe, pelo pai… mais um pouco e ela ía chamar até Osama Bin Laden das profundezas do oceano… A travessia foi de risos e gritos, Felipe entregando a alma a Cristo, Lúcia se perguntando o que estava fazendo alí, Darcy tentando segurar os cabelos que voavam ao vendo, eu e Rafael parecia os mais calmos, só ríamos… rí tanto que mais um pouco e faria pipi nas calças…

O desembarque foi tenso, o tiozinho já estava ficando impaciente com o nervosismo de Lúcia, que foi a última a sair, claro, dando aquele show todo…

– Era pra você ter sido a primeira a sair – Disse o tiozinho do barco –

– Eu era pra ter sido a única a não ter entrado moço! – Berrou Lúcia –

Travessia tensa a parte, o local é maravilhoso, ao norte vemos Olinda, ao Sul, Boa Viagem, a Oeste o Marco Zero e a Leste o infinito oceano Atlântico. Não demorou muito e o céu começou a ficar cinza, sinal que uma chuva estava chegando, e claro que não pagaríamos pra ver o desespero que seria fazer a travessia na chuva, ligamos pro tiozinho que veio nos buscar e a novela se repetiu… mais desespero na volta… Tadinho de Rafael, quase fica sem a perna direita, Lúcia se agarrou a ela com tanta força que parecia que alí estava a única esperança de chegar salvo ao outro lado… Sobrevivemos!

De lá fomos para uma exposição de arte contemporânea, passamos pela famosa rua Bom Jesus, onde está localizada a Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das americas, visitamos a Torre Malakoff, antigo Observatório Astronômico e Portão Monumental do Arsenal da Marinha, hoje funciona como um espaço cultural. Por fim, visitamos a Igreja Católica da Madre de Deus com sua construção barroca de deixar qualquer um de queixo caído.

E assim foi nosso 10 de junho de 2011, entre amigos, cultura e inesquecível! Fiquem com as fotos…

Marco Zero

Do outro lado do Marco Zero...

Exposição de arte contemporânea

Exposição na Torre Malakkof

Jogo dos 4 erros... =P

Felipe trincando os dentes de medo =D

Lucia pensando se ía ou se ficava... =D

 

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8 Respostas para “Um domingo cultural entre amigos

  1. Meninaaaaaa… quase q a gente se encontra por lá, eu já estava no ônibus indo pro Recife Antigo quando caiu essa chuva, aí mudamos de plano no último minuto e descemos no shopping Tacaruna mesmo…
    Foi por pouco 😉

  2. DIRA! FOI MASSA D+ O NOSSO PASSEIO…
    MAS CÁ PRA NÓS…AINDA VAMOS TER O PASSEIO MEGA-HIPER-ULTRA MANERO. ABRAÇÃO PRA TU E PRA TODOS Q FORAM CONOSCO.
    SHALON. ALEX DOIDO DE PEDRA. KKK

  3. A-M-E-I está com vcs … foi um domingo simplesmente maravilhoso,como é bom está com pessoas que realmente nos faz bem … e vai ter mais viiu … kkkkkkkkkkkkk … breve mais aventuras . Cinha? Por favor mais controle emocional viiu?! kkkkkkkkkkkkkkkkk …. Nadir,um conselho,na próxima nem sonhe em ir de vestido viiu?! rsrsrrsrs … Valeuu pela companhia de todos … Todos aquiiii ——-> s2

  4. Apesar do medo,foi maravilhoso!!!!

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