Comentário de “Uma Trilogia da Igreja em Cantares de Salomão” por Amaro Ferraz

           

Reli o livro do Pastor Aílton José Alves: Uma Trilogia da Igreja em Cantares de Salomão. (Uma Exposição Bíblica da Igreja como Jardim Fechado, Manancial Fechado e Fonte Selada) e tive a sensação de que o conteúdo dele permanecerá atual até a vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para o Arrebatamento da Igreja.

                  Ao nosso Pastor Ailton José Alves quero-lhe agradecer por nos oferecer, a nós crentes salvos, essa magnífica obra, escrita especialmente por quem tem a real missão de cuidar, de proteger, de amar a Igreja de Cristo.

            Diferentemente das outras obras literárias, como o romance, a novela, os contos, a fábula, etc., em que não necessariamente algo da vida do autor pode estar contido nelas, o livro de cunho religioso exige sim, nele, o conteúdo da vida do escritor, sua conduta na Igreja e na Sociedade como suportes para suas palavras e ensinamentos.

            E nisto é onde está a coragem do nosso Pastor Presidente em escrever essa obra. No final dela, ele poderia ter dito, como o Apóstolo Paulo em I Co11: 1: Sede meus imitadores como eu, de Cristo. Preferiu, por humildade, não o fazer.

            Já ouvi um padre dizer numa missa, transmitida por uma rádio comunitária: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” E isto é bastante sintomático: o líder sabia quão desregrada estava a sua vida espiritual a ponto de os fiéis não poderem imitá-lo.

            O livro do Pastor Aílton José Alves deveria ser lido por todos os que fazem a Assembléia de Deus, principalmente pelos Obreiros. Um dos assuntos que mais me chama a atenção é a influência maléfica da política partidária e dos políticos na Igreja.

                        O Obreiro está preocupado com as almas, o político, em barganhar votos. Mesmo para o Crente Fiel envolvido em política, a fronteira é muito tênue entre os atos políticos e os Atos Religiosos. Se não houver uma clara separação, a Igreja poderá ser confundida com um partido político ou um apêndice de Governos e seus asseclas.

            Sem desmerecer os bons Políticos Crentes que há em nosso meio (que são necessários para defender os princípios ético-cristãos), sabe-se que a Igreja não depende da política partidária, muito menos de políticos, para crescer. A obra de Deus cresce porque é de Deus. O sábio Gamaliel entendeu isso desde o inicio do Cristianismo quando falou, em Atos dos Apóstolos 5: 38-39: … se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la…

            O pastor Ailton deixa evidente quando diz na página 91 do seu livro: “Quero deixar bem claro aqui: Cruzada não é missão de político, seja evangélico ou não, pois a evangelização é obra da igreja. Nem os anjos têm o sublime privilégio de fazer esta obra”. Mais adiante, na página 92, complementa: “Às vezes, deve-se tanto favor aos políticos que, quando eles pedem o Templo ou dormitório emprestado, torna-se difícil dizer não. Por isso o obreiro deve trabalhar confiando em Deus e comprometido com a igreja, e não com os políticos”. (Grifos nossos).

            E esse é um dos campos mais perigosos, porque o comprometimento dos líderes religiosos torna-se imperceptível aos seus próprios olhos. Creem, ingenuamente, que um político ímpio, faminto por votos e pela manutenção do poder a todo custo, está interessado em fazer crescer a obra de Deus, quando, por outro lado, também investe em todas as “igrejas”, seitas e até em centros de macumba; ou seja, onde há voto, ali está seu dinheiro e sua presença.

            Uma das estratégias mais usadas pelos políticos ímpios é oferecer emprego aos familiares desempregados dos líderes religiosos. Manjar delicioso para uns, mas amargo para a Igreja. Esta é a chave para a entrada nos templos e até para a subida aos púlpitos.

Chegam ao cúmulo de, ao subir ao púlpito, saudar a Igreja com a Paz do Senhor, ler versículos e “pregar”. Nada mais a dizer, quando isto acontece, só misericórdia.

            Era preciso, sim, esse livro. Seu conteúdo deve chegar ao conhecimento de cada Obreiro da nossa Igreja.

            Parabéns, Pastor Aílton José Alves. Que Deus continue abençoando sua Obra.


Amaro Ferraz Barreto é formando em Bacharel em Teologia pela ESTEADEB (Escola Teológica das Assembleias de Deus em Pernambuco), Pós-graduado em língua portuguesa, gerenciamento de cidades e politicas culturais, advogado e gerente de projetos da Secretaria de Assessoria Especial ao governador de Pernambuco.


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