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Comentário de “Uma Trilogia da Igreja em Cantares de Salomão” por Amaro Ferraz


           

Reli o livro do Pastor Aílton José Alves: Uma Trilogia da Igreja em Cantares de Salomão. (Uma Exposição Bíblica da Igreja como Jardim Fechado, Manancial Fechado e Fonte Selada) e tive a sensação de que o conteúdo dele permanecerá atual até a vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para o Arrebatamento da Igreja.

                  Ao nosso Pastor Ailton José Alves quero-lhe agradecer por nos oferecer, a nós crentes salvos, essa magnífica obra, escrita especialmente por quem tem a real missão de cuidar, de proteger, de amar a Igreja de Cristo.

            Diferentemente das outras obras literárias, como o romance, a novela, os contos, a fábula, etc., em que não necessariamente algo da vida do autor pode estar contido nelas, o livro de cunho religioso exige sim, nele, o conteúdo da vida do escritor, sua conduta na Igreja e na Sociedade como suportes para suas palavras e ensinamentos.

            E nisto é onde está a coragem do nosso Pastor Presidente em escrever essa obra. No final dela, ele poderia ter dito, como o Apóstolo Paulo em I Co11: 1: Sede meus imitadores como eu, de Cristo. Preferiu, por humildade, não o fazer.

            Já ouvi um padre dizer numa missa, transmitida por uma rádio comunitária: “faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” E isto é bastante sintomático: o líder sabia quão desregrada estava a sua vida espiritual a ponto de os fiéis não poderem imitá-lo.

            O livro do Pastor Aílton José Alves deveria ser lido por todos os que fazem a Assembléia de Deus, principalmente pelos Obreiros. Um dos assuntos que mais me chama a atenção é a influência maléfica da política partidária e dos políticos na Igreja.

                        O Obreiro está preocupado com as almas, o político, em barganhar votos. Mesmo para o Crente Fiel envolvido em política, a fronteira é muito tênue entre os atos políticos e os Atos Religiosos. Se não houver uma clara separação, a Igreja poderá ser confundida com um partido político ou um apêndice de Governos e seus asseclas.

            Sem desmerecer os bons Políticos Crentes que há em nosso meio (que são necessários para defender os princípios ético-cristãos), sabe-se que a Igreja não depende da política partidária, muito menos de políticos, para crescer. A obra de Deus cresce porque é de Deus. O sábio Gamaliel entendeu isso desde o inicio do Cristianismo quando falou, em Atos dos Apóstolos 5: 38-39: … se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la…

            O pastor Ailton deixa evidente quando diz na página 91 do seu livro: “Quero deixar bem claro aqui: Cruzada não é missão de político, seja evangélico ou não, pois a evangelização é obra da igreja. Nem os anjos têm o sublime privilégio de fazer esta obra”. Mais adiante, na página 92, complementa: “Às vezes, deve-se tanto favor aos políticos que, quando eles pedem o Templo ou dormitório emprestado, torna-se difícil dizer não. Por isso o obreiro deve trabalhar confiando em Deus e comprometido com a igreja, e não com os políticos”. (Grifos nossos).

            E esse é um dos campos mais perigosos, porque o comprometimento dos líderes religiosos torna-se imperceptível aos seus próprios olhos. Creem, ingenuamente, que um político ímpio, faminto por votos e pela manutenção do poder a todo custo, está interessado em fazer crescer a obra de Deus, quando, por outro lado, também investe em todas as “igrejas”, seitas e até em centros de macumba; ou seja, onde há voto, ali está seu dinheiro e sua presença.

            Uma das estratégias mais usadas pelos políticos ímpios é oferecer emprego aos familiares desempregados dos líderes religiosos. Manjar delicioso para uns, mas amargo para a Igreja. Esta é a chave para a entrada nos templos e até para a subida aos púlpitos.

Chegam ao cúmulo de, ao subir ao púlpito, saudar a Igreja com a Paz do Senhor, ler versículos e “pregar”. Nada mais a dizer, quando isto acontece, só misericórdia.

            Era preciso, sim, esse livro. Seu conteúdo deve chegar ao conhecimento de cada Obreiro da nossa Igreja.

            Parabéns, Pastor Aílton José Alves. Que Deus continue abençoando sua Obra.


Amaro Ferraz Barreto é formando em Bacharel em Teologia pela ESTEADEB (Escola Teológica das Assembleias de Deus em Pernambuco), Pós-graduado em língua portuguesa, gerenciamento de cidades e politicas culturais, advogado e gerente de projetos da Secretaria de Assessoria Especial ao governador de Pernambuco.


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O nosso melhor tem que ser dado a quem o saberá valorizar


Com o tempo a gente aprende que não vale a pena dispor 100% da nossa atenção a todos ao nosso redor. Por mais que a gente faça para os outros, mas pra algumas pessoas o nosso esforço não significa nada. Não adianta esperar consideração de quem não a tem, ao inves de gastar nosso tempo precioso na dedicão a quem jamais dará o devido valor, é melhor duplicar, triplicar, quadruplicar a atenção àquelas pessoas que realmente sabem o real sentido da palavra amizade.

Aproveitando a oportunidade, quero agradecer  todo o carinho sincero  dos meus amigos, os de verdade. Quanto aos supostos… que pena, agora terão que fazer por merecer…

Um domingo de muita diversão


Juntamos a tropa e nos jogamos no Mirabilândia

Faltou Felipe, que estava tirando a foto... Mas calma que vocês o conhecerão lá na frente...

Com coragem para dar e vender nos jogamos na fila do Super Tornado, outra palavra para Montanha Russa, mas depois de alguns minutos na fila, num sol de torrar tudo, fomos gentilmente informados de um problema técnico que cortaria nosso barato. Tudo bem, vamos então pra outro brinquedo…

Na Fila da Montanha Russa...

Alí pertinho tinha o Over Loop, a principio não parecia ser tão ameaçador, então resolvemos encará-lo. Nos sentamos lá, calmos, serenos e tranquilos, até que o negócio deu um giro repentino que se um miléssimo de segundo pro outro eu já estava de cabeça pra baixo sentindo uma pressão tão grande no juizo que parecia que os olhos iriam pular pra fora. Fechei os olhos o máximo que pude e entreguei a alma a Cristo. Sobreviví, melhor sobrevivemos, e Lúcia teve um ataque de riso no fim de tudo, quase que não consegue se levantar de tanto que ria…

De longe avistei o Xtreme e minha reação foi de aversão total, o Over Loop tinha sido suficiente pra fazer com que eu pensasse mil vezes antes de me jogar em qualquer coisa que rodasse, mas sabe como é né, a gente acaba indo na influencia do grupo e quando dei conta de mim eu já estava sentada e amarrada no negócio lá. Apesar da aparência assustadora, mas eu ADOREI, tanto que fui nele três vezes.

Fomos ainda no Megadance que deveria ser chamado de Megatombo, Megaqueda, Megalascação ou qualquer coisa do tipo. Querem um conselho?! Nunca se joguem nesse brinquedo porque você corre o sério risco de não sair dele como você entrou. Vai por mim! Eu sai toda roxa e Darcy coitada, caiu linda e lascante no meio do vuco-vuco…

Depois de muito tentar, conseguí convencer Lúcia a ir ao Splash, ela não queria perder a escova, mas a convenci de que a água não era suficiente pra molhar tanto assim… Hein?! Não molhou apenas o cabelo, como a blusa, o short, a bunda, a perna, os braços…

E o que dizer do Matterhorn? Ahh eu não gostei daquilo não, o negócio só roda… Nem da friozinho na barriga. Deu até pra bater um papo com Felipe… Pra quem não está preparado pra grandes emoções, esse aqui é bem aconselhável.

A experiência no SaltaMontes não foi lá das melhores, por pouco não saio de lá igual aquela menininha do Exorcista. O carrinho deu uma puxada que meu corpo foi e meu pescoço quase fica, foi doloroso! Na verdade está doendo até agora…

Os mais lights fora o Sea Dragon e Dragão. No Dragão eu fui três vezes e Felipe, tadinho, perdí as contas. Tudo pra agradar o subrinho de Lucia que queria bater o seu proprio record. Na última vez Felipe já nem sentia mais emoção, passava pra lá e pra cá com aquela cara de paisagem, doido que o dragão estacionasse logo. Bem diferente de Lúcia que só fazia gritar, digo, berrar: “SEGUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURA”. Não dava pra saber o que ela queria que a gente segurasse, mas de uma coisa tinhamos certeza, ela estava com a sensaçaó de que o mundo poderia cair a qualquer momento…

Felipe me convenceu a fazer uma visita a Mansão do Terror. Os comentários eram tão aterrorizantes que só de pensar eu já estava morrendo de medo, mas mesmo assim resolvi encarar. Tá, é tudo uma brincadeira sim, mas tenho lá culpa de não conseguir levar a bricadeira na brincadeira?! Não né! Me joguei. Bom, faz um medinho sim, mas nada daquilo que o pessoal comentava. Ahh e sabe de mais? Quase que eu saio de lá sem dedo, isso mesmo! No último cômodo da casa o tiozinho com voz de mal faz aquele espanto digno de Apocalipse e manda que todos saiam de lá correndo ou ele aprisionara os que ficarem para trás. Claro que ele não vai aprisionar coisa nenhuma, muito menos cortar a cabeça fora como ele diz, mas a gente insiste em levar a sério né então é aquele desespero generalizado e todos saem correndo, se agarrando ou empurrando quem ou o que estiver na frente. Por azar, acharam de me empurrar e pra não meter a carinha linda no chão, me segurei no que ví em frente e sabe o aconteceu?! Metí a mão sabe lá onde e perdí metade da unha de estimação. Quando saio da agonia que olho pro dedo… Cadê a unha?! Só estava o vazio e o sangue… Brincadeira mais sem graça!

Por fim voltamos a Montanha Russa que só tinha muita propaganda, não achei nada de interessante alí, e ainda saí dela toda arrebentada e com uma montanha no braço que tá doendo até hoje…

Já era quase 20:00 quando o corpo já estava pedindo cama e resolvemos voltar pra casa. Cansados, amedrontados, lascados, espancados, doloridos mas muito felizes e já pensando em quando será a outra dose…

Valeu pessoal! O final de semana foi dez!!

A esposa do meu amigo


E o que dizer daquele amigo super gente boa mas que tem uma namorada, esposa (ou algo do gênero) insuportável?!

Dia desses lá estava eu em determinado local quando de longe vejo um certo amigo “X” se aproximando, ao chegar perto, coloquei o sorriso amarrado na nuca e cumprimentei o amigo, que deu um sorriso amarelo, acenou e foi embora. Fiquei com cara de paisagem e sem entender nada, afinal somos amigos próximos e não conhecidos de fila de banco. Fiquei então pensando cá com meus botões se por acaso eu tinha feito alguma coisa errada pra fazer com que ele me ignorasse, não achei nada nos meus arquivos, mas tudo bem, a vida continua e não é bom perder tempo com certas coisas inexplicáveis…

Posteriormente encontrei com “Y” que também é amigo de “X” e comentei o que havia acontecido, ele ficou com a mesma cara de paisagem e dias depois perguntou pra “X” porque ele tinha agido daquela forma. A resposta? “Ahh eu estava com Fulana, não podia fazer muita festa né… “Ahhh tá, entendí… A Fulana era esposa dele, mas pera aí… eu não estou tendo caso com ele, a nossa amizade sempre foi de extremo respeito, então porque todo esse serviço secreto em relação a esposa dele?!

Tenho que dar o braço a torcer e colocar “o falecido” em um altar, que apesar de ser árabe, viver a vida inteirinha em uma cultura onde não existe amizade entre homem e mulher, nunca veio pro meu lado com essas crises de ciume agudo, eu sempre pude ser eu mesma com meus amigos, estando com ele por perto ou não, e olhe que tenho uns amigos chicletes que beijam, abraçam, se penduram no pescoço, mas nem mesmo com esses amigos ele fazia cena… Viva o falecido!!!

Até entendo o ciume de certas namoradas/esposas que tem que lidar com o namorado/marido metido a Don Juan, obviamente que o mínimo contato com o sexo oposto já é motivo pra alerta máximo, mas ao que me parece não é o caso de “X”, que muito pelo contrário sempre se mostrou uma pessoa de extremo respeito. Difícil viu, muito difícil! Eu não teria a mínima paciência pra lidar com um tipo de relacionamento assim, se não dá pra me aceitar como sou com meus amigos, melhor fazer o caminho de volta, uma amizade verdadeira vale tanto quanto um relacionamento amoroso. A questão é que algumas pessoas se deixam ser manipuladas né, aí é outro departamento…

 

Um domingo cultural entre amigos


E lá fomos nós procurar algo diferente pra preencher o final de semana: Eu, Felipe , Darcy, Lúcia, Rafael e Alexandre, e sair também dos limites virtuais, já que a metade deles só se conhecia via Facebook. Tudo começou pouco mais de um mês atrás quando pelas janelas do MSN planejávamos mudar o mundo… Danosse, nem me empolguei! Digamos que planejávamos mudar o nosso mundo (melhorou né!), mas algumas partes do plano deram errado e dos seis, três tiveram que ficar de fora… Depois conto a vocês do que se trata, mas resumindo: Pra não passar em branco, resolvemos nos encontrar para fazer um fim de semana diferente. Recife foi o local escolhido, mais especificamente o centro histórico, conhecido como “Recife Antigo”.

Começamos pelo Paço Alfândega, a construção do mesmo data de 1732, já funcionou como um convento e posteriormente alfândega, em 2003 passou a funcionar como um centro de compras. O shopping é relativamente pequeno, mas encantador, principalmente pra quem gosta de história antiga, lá no Paço ainda encontra-se paredes e arcos da construção original, sem contar com um terraço que da uma visão privilegiada da Veneza brasileira… Vale a pena conferir!

Do Paço fomos para o Marco Zero dar uma visitada no Parque das esculturas de Brennand. Lá a gente pode ver 50 esculturas em bronze e 5 esculturas de cerâmica. Sem dúvida a mais famosa é a Coluna de Cristal com seus 32 metros de altura. Alguém aí me explica porque a grande maioria das obras de Brennand são tão apelativas?! Essa coluna de cristal mesmo só me faz pensar em “outras coisas”, digo, “outra coisa”…

Bom, e aqui eu não poderia deixar em branco um fato muito cômico. Não da pra ir a pé do Marco Zero para o Parque das esculturas de Brennand, a travessia tem que ser feita com algum meio de transporte aquático, e chegando lá já fomos abordados pelos “taxistas marinhos” e a comédia já começou na negociação do preço…

– Vamos! Eu levo vocês por R$ 5,00 cada pessoa – disse o tiozinho lá –

– Cinco reais?! Tá doido!! A gente vai atravessar um braço de mar e não o oceano… – Disse Alexandre já indo em direção ao outro tiozinho de cara de pescador –

– Eu levo por R$ 3.00 – Disse o tiozinho –

– Vamos!! Vamos!! Eu faço por R$ 3.00 e o meu é a motor – Berrou o primeiro tiozinho –

Decidimos ir com o primeiro, o “taxi” dele era a motor e assim chegaria mais rápido, tudo bem que seria até mais “ambiental” ir com o outro que não tinha motor, é até agradável ouvir o baruho do remo nas águas, mas pra quem não sabe nadar, o quanto antes chegar a margem, melhor…

Não era a primeira vez que eu fazia essa travessia, então já sabia como era o “taxi”, mas… era a primeira vez de Lúcia que jurava de pés juntinhos que “com motor” era a mesma coisa que lancha e “sem motor” era a mesma coisa que barquinho meia boca. Tava jurando que teria uma plataforma com tapetes vermelhos e corremãos dourados… Tadinha, quase teve um ataque cardiaco fulminante ao ver as condições reais da situação, isso sem contar com Felipe que tava já fazendo as recomendações pré funeral.

Vejamos a gravidade da situação: o barco era simples e não tinha a mínima segurança, ví lá uns coletes, mas mais pareciam servir de tapete do que propriamente kit de segurança, o acesso ao barco era uma escada corroída, linda e brilhante de lodo verdinho bandeira, uma pisada errada alí e era uma vez uma bunda saudável, o caminho entre a escada corroída e o “assento” do barco era uma jornada nas estrelas, tinha que dividir os neurônios entre o pé que ía pro barco, o outro que estava na “plataforma”, o equilíbrio quando os dois estavam no barco, que não parava de balançar, e o balanço mais forte a cada vez que mais alguém entrava. Levando em consideração que alí passa navios, consequentemente a profundidade é considerável né, e o nosso medo acompanhava já que não sabíamos nadar, resumindo: TODOS EM PÂNICO! Mas sabe como é né, vencer o medo em grupo é bem menos complicado do que sozinho, então… nos jogamos!

Quatro já estava dentro do barco meia boca do tiozinho de bigode, mas… Lúcia e Alexandre estavam a margem com cara de sexta-feira 13 e decididos a não embarcar. Alexandre, já da cor do arco-iris, bateu o pé, amarrou o burro e disse que não ía, já Lúcia, um pouco menos cabeça dura, atendeu ao nosso apelo e se jogou no barco, claro que depois de dançar a dança do entra e sai, dar altos gritos de desespero, chamando por Deus, pela mãe, pelo pai… mais um pouco e ela ía chamar até Osama Bin Laden das profundezas do oceano… A travessia foi de risos e gritos, Felipe entregando a alma a Cristo, Lúcia se perguntando o que estava fazendo alí, Darcy tentando segurar os cabelos que voavam ao vendo, eu e Rafael parecia os mais calmos, só ríamos… rí tanto que mais um pouco e faria pipi nas calças…

O desembarque foi tenso, o tiozinho já estava ficando impaciente com o nervosismo de Lúcia, que foi a última a sair, claro, dando aquele show todo…

– Era pra você ter sido a primeira a sair – Disse o tiozinho do barco –

– Eu era pra ter sido a única a não ter entrado moço! – Berrou Lúcia –

Travessia tensa a parte, o local é maravilhoso, ao norte vemos Olinda, ao Sul, Boa Viagem, a Oeste o Marco Zero e a Leste o infinito oceano Atlântico. Não demorou muito e o céu começou a ficar cinza, sinal que uma chuva estava chegando, e claro que não pagaríamos pra ver o desespero que seria fazer a travessia na chuva, ligamos pro tiozinho que veio nos buscar e a novela se repetiu… mais desespero na volta… Tadinho de Rafael, quase fica sem a perna direita, Lúcia se agarrou a ela com tanta força que parecia que alí estava a única esperança de chegar salvo ao outro lado… Sobrevivemos!

De lá fomos para uma exposição de arte contemporânea, passamos pela famosa rua Bom Jesus, onde está localizada a Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das americas, visitamos a Torre Malakoff, antigo Observatório Astronômico e Portão Monumental do Arsenal da Marinha, hoje funciona como um espaço cultural. Por fim, visitamos a Igreja Católica da Madre de Deus com sua construção barroca de deixar qualquer um de queixo caído.

E assim foi nosso 10 de junho de 2011, entre amigos, cultura e inesquecível! Fiquem com as fotos…

Marco Zero

Do outro lado do Marco Zero...

Exposição de arte contemporânea

Exposição na Torre Malakkof

Jogo dos 4 erros... =P

Felipe trincando os dentes de medo =D

Lucia pensando se ía ou se ficava... =D

 

Amizades que se acabam depois da subida ao altar…


Pelas minhas andanças virtuais nessa blogosfera, encontrei um espaço muito legal chamado “Depois dos 25” e hoje quero compartilhar um texto desse blog  com vocês. O texto é muito interessante e bem escrito, também puderas né, a dona do blog é uma jornalista…

Então, o título do texto é “E as amigas, como vão” e trata daquelas amigas que se afastam das outras depois que casam. E a autora do texto fala uma grande verdade:  as vezes esse pode ser um caminho sem volta. E aqui não estou falando de colegas não, mas amigas mesmo, daquelas de infância que a gente compartilha todas as etapas da nossa vida…

Alguém por aí já passou por uma experiência dessas?! Eu já e garanto que não é das melhores. “Perdí” uma amiga de infância que se afastou completamente depois da vida de casada e é um caminho sem volta mesmo, uma vez distantes, não há como voltar pro mesmo ponto de partida, quer dizer, pelo menos eu não consegui chegar a esse nivel, se alguém aí consegue, meus parabéns! Uma vez perdido o encanto, eu não consigo nunca mais tê-lo de volta…

Reconheço que vida a dois exige muito mais de cada um do que a vida de solteiro, e quando vem os filhos então, 24 horas passa a ser muito pouco tempo pra deixar o dia em ordens, mas vamos combinar que viver dentro de um mundo particular não é uma boa escolha, família é extremamente importante, mas no final de tudo, a vida não resume-se só a ela, precisamos também de uma boa amizade com o mundo lá fora para viver melhor…

 

Uma amiga doida chamada Darcy


Quem tem amigo aí levanta a mão!   _o/

Confesso que eu sou bem seletiva no que diz respeito a amizades, e muito mais ainda depois de ter colecionado uma penca de amigos que só seguiam a cartilha da amizade quando estavam precisando de um favorzinho, e depois do favor conseguido, os “amigos” simplesmente sumiam do mapa. Mas, é óbvio, as pessoas não são iguais, e se por um lado tenho uma penca de “amigos” que só aparecem quando estão em apuros, por outro lado tenho amigos de verdade que estão sempre me dando atenção independente de qualquer situação.

E daí que essa semana recebí uma surpresinha de uma dessas amigas. O nome da figura é Darcy, uma amiga doida que encontrei no mundo virtual e com o passar do tempo a vida a trouxe pro mundo real.

Olha só o que ela mandou pra mim… 😉

☆ Uma homenagem ☆


 

Quero usar esse espaço aqui para homenagear uma amiga nesses primeiros minutos deste dia. O nome da figur, que é a mesma da foto acima, é Lúcia Amorim e hoje ela está completando seus 18 anos de idade que mentira!, e é lóóógico que eu não deixaria essa data passar em branco.

Hoje ela faz parte do meu mundo real, mas tudo começou aqui nesse mundão virtual, há uns 300 anos atrás (putzz!) nos conhecemos virtualmente em uma comunidade do Orkut.  A comunidade tratava de assuntos religiosos e tinha uma turminha lá que batia o cartão todo santo dia em longos e calorosos quebra paus debates . Quase todos moravam em cidades vizinhas e dai resolvemos sair da tela do computador para um rodízio de pizza em um lugar qualquer do mundo real e entre tantos amigos “caceteiros” (leia-se: muito legais), lá estava ela.

Os anos passaram, alguns desses amigos sumiram do mundo real e até do virtual também, mas Lúcia estava lá firme e forte. A amizade foi crescendo a cada ano e hoje posso dizer que ela é uma das pouquíssimas pessoas em quem posso confiar de verdade. Ela  sempre está alí aturando os momentos bons, ruins, racionais e insanos. Pronta a aplaudir mas também pronta a mostrar a verdade, mesmo se essa não seja das mais desejadas.. Poderia eu esquecer de uma figura dessa logo hoje?! De jeito nenhum!!!

É isso aí Lúcia, FELICIDADES MIL pra você!!

 

Ex amigos


Essa semana lí a seguinte frase no Twitter:

Eu jurava que algumas pessoas seriam meus melhores amigos a vida toda, mas hoje em dia somos completos estranhos.”

Eu pensei que eu era a única pessoa nesse mundo a ter tido esse tipo de sentimento, mas pelo número de pessoas que retuitaram essa frase, a questão parece ser bem mais comum do posso imaginar.

Eu tenho alguns amigos que hoje são completamente estranhos pra mim, tão estranhos que a presença deles me deixa constrangida, inconfortável. Não tenho mais assunto para compartilhar com eles, e os encontros que antigamente costumavam ser desejados, hoje passaram a ser evitados.

Houve até uma época em que eu passei a não mais acreditar nessa coisa de amizade verdadeira, é claro que não devemos julgar o todo por uma parte, mas a minha lista de ex amigos foi ficando tão grande que passei a acreditar que amizade só existia até quando houvesse vantagens entre os amigos, justamente porque esses grandes “amigos” que eu tive se afastaram justamente quando não precisavam mais de mim .

Não estou falando de colegas, mas de amigos, aquelas pessoas com quem costumamos dividir as áreas mais secretas das nossas vidas, aquelas pessoas que primeiro vem a nossa mente quando algo importante nos acontece, aquelas pessoas que nos da segurança quando o medo invade nossa casa… É difícil entender como que hoje uma determinada pessoa é nossa amiga e amanhã ela passa a ser um colega distante, e o pior, quando isso acontece sem uma causa justa.

Hoje em dia procuro apenas ter bons amigos e quando por acaso algum consegue chegar ao nivel de melhor amigo, faço questão de manter um pé atrás, ter em mente que um dia tudo aquilo pode acabar, e como aconteceu com os outros “melhores amigos”, podemos ser completos estranhos. Desconfiança?! Não sei ao certo, mas depois de ter minha confiança e consideração jogados fora por alguns “amigos”, já não consigo entrar com os dois pés em uma amizade mais próxima…

Ele está andando!!!


 

Vocês lembram desse dia quando eu estava super triste porque um amigo meu havia sofrido um acidente e corria o risco de ficar sem os movimentos do corpo? Então, devido o impacto da queda, uma das vértebras ficou como que amassada e com uma pontinha quebrada que forçava a medula, daí o risco da perda dos movimentos.

Sábado passado foi marcada a cirurgia, seriam colocados parafusos e afins em três vértebras, a cirurgia era de risco, o mínimo erro levaria para sempre seus movimentos. Fui visitá-lo. Quando chego ao hospital, a esposa, juntamente com os filhos e alguns amigos estavam na sala de espera, com um ar nada animador. Quase duas horas haviam passado e nada de noticias.

Depois de voltas pelos corredores, conversas jogadas fora, idas e vindas a varanda do hospital, fomos para o apartamento esperar a chegada dele, a essa altura a cirurgia já havia terminado e ele estava na sala de recuperação. Minutos depois escutei o barulho da maca que o trazia…

Ele fazia inúmeras caretas e gemia muito, não dava pra dizer o que mais me cortava o coração, a dor física dele ou a dor emocional da esposa. Ele foi colocado na cama, o enfermeiro deu as orientações necessarias e fiquei alí perto me perguntando quando que o veria fora daquela situação…

Dois dias depois ele teve alta e hoje fui a casa dele visitá-lo. Esperei encontra-lo deitado na cama e com cara de doente… como minha fé estava lá embaixo! Pra minha surpresa o encontrei andando, sozinho, soltinho da Silva e com um largo sorriso… Preciso dizer que fiquei radiante de alegria?! Não né!