Arquivo da categoria: Dicas de Português

[Dicas da Semana #15 ] – Game da reforma ortográfica


E aí, vocês já se adaptaram a nova reforma ortográfica? Vou contar uma coisa a vocês, eu ainda me complico toda. O nosso idioma já é tão complicado, tão cheio de regras, não sei pra que esse povo fica inventando mais coisa pra complicar nossa vida, mas pra aqueles que, assim como eu, tem dificuldade em memorizar as novas regras, trouxe um joguinho que pode facilitar o aprendizado. Vamos jogar?

Anúncios

Falando errado sem perceber…


 

01 – Planos ou projetos para o futuro.

Você conhece alguém que faz planos para o passado?

02 – Criar novos empregos.
Alguém consegue criar algo velho?

03 – Habitat natural.
Todo habitat é natural; consulte um dicionário.

04 – Prefeitura Municipal.
No Brasil só existem prefeituras nos municípios.

05 – Conviver junto.
É possível conviver separadamente?

06) Sua autobiografia.
Se é autobiografia, já é sua.

07) Sorriso nos lábios.
Já viu sorriso no umbigo?

08) Goteira no teto.
No chão é impossível!

09) Estrelas do céu.
Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar?

10) General do Exército.

Só existem generais no Exército.

Assim como só existem brigadeiros na Aeronáutica, só existem almirantes na Marinha.

11) Manter o mesmo time.
Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!

12) Labaredas de fogo.
De que mais as labaredas poderiam ser? De água?

13) Pequenos detalhes.
Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes?

14) Erário público.
O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!

15) Despesas com gastos.
Despesas e gastos são sinônimos!

16) Encarar de frente.
Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?

17) Monopólio exclusivo.
Ora, se é monopólio, já é total ou exclusivo…

18) Ganhar grátis.
Alguém ganha pagando?

19) Países do mundo.
E de onde mais podem ser os países?

20) Viúva do falecido.
Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.

Recebido por e-mail

:: Assim tbem naum dah neh?! ::


Nas minhas épocas de faculdade os professores viviam dizendo que não existia formas erradas de escrever, o que existia era variações lingüísticas, afinal, a língua é viva e sofre mudanças ao longo dos tempos. Humm sei! Teorias a parte, tem koisa pior d q vc ter q ler um textu eskrito assim? Eu axo que ñ neh?! Da uma dor de kbça danada neh ñ!? Naquela época a inclusão digital ainda não estava nos altos níveis que está hoje, o conhecido Internetês era restrito a um pequeno grupo, tão pequeno que nas escolas nem era percebido, na verdade não era nem usado, mas hoje no nosso país, a inclusão digital ganhou dimensões continentais e o Internetês acompanhou significativamente este crescimento. Queria muito poder conversar com os mesmos professores, para saber se eles ainda mantem a mesma opinião de anos atrás.

Sei não viu! Aí vem alguns estudiosos e dizem que há sim algo positivo no internetês… É!? O que por exemplo?! Pode ser que a minha falta de conhecimento específico me impeça de ver algo de bom em tudo isso, a meu ver a única funcionalidade do internetês é fazer com que o pessoal possa escrever mais rápido, principalmente aqueles que não têm tanta facilidade em manusear um teclado, o brasileiro em geral é meio preguiçoso para estudar, então é bem mais prático sair abreviando tudo, sem se preocupar com acentuação ou regras de escrita, do que tentar fazer um cursinho de digitação e se preocupar com regrinhas de acentuação gráfica ou escrita de palavras, não é mesmo?! Ahh mas o importante é que haja comunicação, meu professor de lingüística vivia dizendo isso. Tudo bem, claro que da pra entender qd damos d kara c um textu eskritu assim, mas será que em um teste feito em uma área de trabalho, por exemplo, os avaliadores levariam em consideração esse tipo de comunicação?! Acho que nem preciso responder não é mesmo!?Ah não, mas existe o português padrão e o português coloquial, e cabe a cada pessoa saber quando que cada tipo de linguagem deve ser utilizada. Humm concordo, teoricamente todo mundo está cansado de saber disso, mas na prática eu não tenho tanta certeza que a teoria funciona. Imagina que no Brasil 15 milhões de usuários trocam 500 milhões de mensagens por dia por meio do Messenger (MSN), pesquisas dizem que os brasileiros são quem mais passam tempo na internet, com uma média de 17 horas e 59 minutos, deixando para trás Estados Unidos, Japão e Austrália (Wow!). E grande parte desse tempo é preenchido nos programas de bate papo e grande parte desse bate papo é preenchido com um português totalmente deficiente, com a prática diaria chega um momento que o cérebro já está tão acostumado ao português sem regras que quando o camarada tiver que usar o português padrão, ele se sentirá como um alguém fora de sua pátria. Se em materia de acentuação e regras de escrita, o português já não é nada fácil para aqueles que tentam andar na linha, para aqueles que adotam o internetês essa dificuldade tende a perder-se de vista.

Pesquisas dizem que o brasileiro adere fácil à tecnologia, que é um povo muito aberto à comunicação, em um primeiro momento da até pra se sentir orgulhoso, não da não?! Mas quando a gente vai ver a forma como o brasileiro usa essa tecnologia, aí é que está o problema, frente a outras culturas, da uma vergonha danada! Bom, mas aí já entraríamos em outro assunto, e hoje eu quero apenas enfatizar o uso descontrolado do internetês. Reconheço que sou o extremo da chatisse em relação a isso, estou longe de ser uma especialista na língua portuguesa, estou no grupo daqueles brasileiros que tem trocentas dúvidas quanto a escrita e acentuação, mas ainda assim defendo a ideia de que nossa língua deve ser respeitada e usada da maneira mais correta possível, ao invés de facilitar a vida do povo, assassinando o idioma e colocando o conhecimento em segundo plano, seria de melhor proveito se as pessoas fossem incentivadas a conhecer melhor a língua que elas falam, falando e escrevendo da forma que deveria ser falada e escrita.

:: Fiquei com vergonha! ::


E lá estava eu tentando dar um upgrade no English quando encontrei um site que ensinava em inglês certas expressões peculiares da língua portuguesa, e de cara já encontrei uma que só reforça ainda mais aquela ideia errada de que toda mulher brasileira é mulher fácil. Confiram:

FICAR
[To make out (not necessarily with sex); stay (lit.)]
ficar

  • Ele ficou com cinco garotas na festa.
  • He made out with five girls at the party.

Ficar means to have an intimate relationship with someone which is casual and involves little commitment. This is very common among teenagers. At parties, for example, you can ficar with several different people. This might involve dancing, chatting, buying a drink and usually includes kissing and cuddling. It can also include sex, but not necessarily. It may last for only hours, especially at social events, but it can also last for weeks or even months. If the relationship becomes more serious it is then called namoro (‘dating’) which, in theory, involves fidelity and commitment. The person is called the ficante:

  • Sou ficante de fulano(a).
  • I’m making out with so-and-so.

:: Tudo depende da pontuação ::


Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

‘Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. ‘

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
‘A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.
E isso faz toda a diferença…

:: Dicas para escrever bem ::


Quem nunca se viu de cabelos em pé frente a difícil tarefa de redigir?! Seja lá uma redação que exige uma serie de cuidados técnicos, um documento no ambiente de trabalho ou uma simples postagem nos Blogs da vida… O professor João Pedro da UNICAMP relacionou 30 dicas que podem nos ajudar a produzir um texto com o máximo de coesão e coerencia. Fica aqui a dica e bons textos para vocês!

 

 

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??… então valeu!

9. Palavras de baixo calão, podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo!… nada de mandar esse trem… vixi… entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.