Arquivo da categoria: Eu por eu mesma

Mudando o foco


Com o passar do tempo a gente percebe o quanto desperdiçamos nossa vida mimando nossos problemas. Ao invés de montar um plano para tirá-lo da nossa frente, nós arrumamos a mesa com nossos melhores talheres e o convidamos quase que todos os dias para participar das nossas refeições, colocamos nossos melhores lençóis e convidamos nossos problemas para compartilhar o nosso travesseiro e cedinho ainda saímos de mão dadas com eles, que nos fazem companhia em cada passo dado…

Com o passar do tempo a gente percebe que somos culpados por grande parte da infelicidade que nos cerca, já dizia o sábio Salomão que o avisado vê o mal e se esconde, mas contrariando toda a razão, a gente tende a ver o mal e convidá-lo para um chá da tarde na parte mais confortável da nossa casa, ainda que visualizando o abismo lá na frente, a gente sempre acha que somos dotados de super poderes e que criaremos asas quando chegarmos a beira do precipício…

Com o passar do tempo a gente percebe que o tempo não volta e mesmo contra nossa vontade a gente se dá conta que a cada momento mais nos aproximamos do fim e que independente do nosso querer, a cada agenda trocada, deixamos de fazer determinadas coisas que só cabiam nas paginas da agenda guardada e que nunca mais poderá ser usada novamente. É cruel, mas não adianta enfeitar, essa é a nossa realidade, queiramos ou não…

O tempo continua passando e possivelmente em alguma área da vida ainda estamos deixando que ele se perca, e certos tempos perdidos jamais serão recuperados… Não seria a hora de mudarmos a estratégia, deixar de cultivar problemas e ir em busca das soluções?

Saudade de 1994


Eita que saudade do passado que não volta nunca mais…

Lá pelos meus 13 anos eu tive um ídolo. Sua marca registrada era os dois metros de altura e seus cabelos espetados, sempre cuidadosamente penteados. Junior era seu nome, um cantor evangélico que fazia parte da equipe de cruzadas evangelisticas ‘Cristo é a resposta’, dirigida por Gilvan Costa.

Eu não perdia uma, me sentia quase que integrante da cruzada, sem contar que tinha todos os LP’s (não existia CD na época) autografados e uma penca de fotos com Junior. Era capaz de romper qualquer multidão que fosse pra estar perto do meu ídolo e quase tive um ataque cardíaco fulminante quando tive a oportunidade inesquecível de tê-lo na minha casa. Ainda lembro dos comentários com as coleguinhas de igreja, era como se o próprio Jesus Cristo tivesse me visitado…

Agora estava eu dando uma passeada pelo Youtube quando por acaso encontro um clipe com uma de suas músicas, a mais famosa na década de 90 e é como se tivesse voltado o tempo…

… S-A-U-D-A-D-E !

Bullying, eu sentí na pele!


Atualmente ouvimos muito falar  sobre bullying, e com o massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira no Rio de Janeiro, o assunto volta as páginas principais. Isso me tras a memória um certo tempo da minha infância. Naquela época o bullying nem tinha nome, mas a realidade era a mesma…

Tive uma criação um tanto rígida, minha mãe era extremamente religiosa, e eu tive a “sorte” de pegar aquela época em que o sistema da igreja era a lei absoluta e deveria ser seguida incontestavelmente. Minha criação religosa ficou a cargo da minha mãe, então da pra ter uma ideia de como a coisa foi tensa né?!

Meu pai estava em uma faixa etária meio distante do acompanhamento de uma filha de 10 anos de idade, além de que eu nem era nascida e ele já lutava contra uma doença respiratória que a cada dia diminuia seus dias de vida, ele nunca imaginou que os cigarros sem fim o levaria a essa realidade. Ele era extremamente sério, ex delegado de policia, e parecia que os anos de trabalho em um ambiente tão austero tinham tirado dele o colorido da vida.

Religião e seriedade ao extremo fizeram com que eu me tornasse uma criança tímida e solitária, ter contato com os coleguinhas fora do ambiente escolar era algo meio burocrático, os colegas evitavam ir a minha casa e eu não podia ir a casa deles, meus pais não deixavam, a menos que fosse para fazer trabalhos escolares, mas com rigorosos horários a serem cumpridos. O resultado de tudo isso? Eu era a aluna mais tímida da minha sala, aquilo não me fazia nada bem e não era o que eu queria, mas a timidez era sempre mais forte do que eu.

Certo final de ano os professores inventaram uma comemoração e criaram um desfile dos alunos, cada aluno receberia uma faixa que correspondia ao seu comportamento em sala de aula, e qual não foi a minha decepção quando chegou a minha vez…

Eu era muito tímida sim, mas a timidez não impedia de ter um bom comportamento, extremo respeito aos professores e boas notas em todas as materias, tanto que em épocas de prova, sentar perto de mim era visto como algo vantajoso, então imaginei que a minha faixa de “miss estudante” teria haver com algo do tipo, mas infelizmente não foi, nem de longe, o que eu esperava…

“E agora com vocês, Nadir com o título de Miss Tô por fora!!” – falou a diretora aos berros no microfone

Ainda consigo lembrar com perfeição do sentimento que me envolveu naquela hora, grande parte dos alunos me olhava e caia na risada, enquanto eu não estava achando graça nenhuma na brincadeira, na hora tive vontade de xingar a professora, de partir pra cima dela, de mandar todo mundo pro espaço e sair correndo dalí. Quanto mais eu demorava, mais ela repetia: “Vamos miss to por fora, venha pegar sua faixa“, fui até ela de cabeça baixa, voltei pro meu assento com aquele rótulo infeliz no meu corpo e lá fiquei de cabeça baixa até o final da “festa”.

O que a professora conseguiu com isso?! A didática dela fez com que eu afundasse mais ainda e o processo para vencer aquela timidez ficou ainda mais lento, e ainda tive que ter muita paciencia e força de vontade até que os alunos esquecessem aquela comemoração infeliz e aquele título estúpido que me deram.

Os anos passaram e graças a Deus que o bullying não fez comigo o que fez com o matador de Realengo, superei todas as minhas dificuldades e de aluna tímida passei a professora. Da pra acreditar?! Dia desses eu estava em uma sala com quase 50 alunos e ao mesmo tempo que dava aulas, lembrava da minha timidez de anos atras e pensava cá com meus botões: “Poxa, quem diria…”

Tentando decorar as unhas


Lembram desse post onde eu mostrei a vocês um vídeo sobre decoração de unhas? Então, hoje tentei fazer o mesmo que a moça ensina lá… Vish como sofrí! Passei a tarde quase toda entre pinturas e “apagaduras” de unhas. No video tudo parece tão simples, mas do lado de cá da tela tudo parece tão complicado, mas eu sou brasileira e não desisto nunca né, no final de muitas tentativas consegui um resultado legal, tá… tudo bem que não ficou tão profissional e levei uma eternidade pra deixar a unha organizada, já que além delas, pintei também os dedos e por pouco não pinto também a mesa, cadeira, teto, chão…

Confiram o resultado… E aí, dou pra a coisa?! 😛

Tudo bem que o acabamento não está dos melhores, mas pelo menos consegui o tão sonhado efeito marmorizado…





O que você encontraria na minha bolsa…


Copiei essa ideia lá do Diario de Halima, tinha um século que queria postar aqui, mas tinha dado tiruliru na máquina e só agora que organizei a vida. Bom, mas a ideia é mostrar o que pode ser encontrado dentro de uma bolsa de mulher. A minha varia conforme a ocasião, mas no cotidiano geralmente é assim…

1- Perfume – Porque é bom estar sempre com um cheiro “apresentável” né…

2- Porta moedas – Principalmente porque dependo de ônibus e os cobradores vivem perguntando se os passageiros não tem uma moedinha pra facilitar o troco…

3- Papel e caneta – Vai que precisa anotar alguma coisa…

4- Remédio pra asma – Posso esquecer de tudo, menos disso. “Herdei” essa coisa do meu pai, é só um cheirinho de cigarro dar as caras e eu estou perdendo o fôlego…

5- Chaves – De casa, do quarto, do armário da escola…

6- Pen Drive – Graças a ele que não tenho que andar com uma penca de papeis dentro da bolsa

7- Celular – Da pra viver sem ele!?

8- Óculos de sol – Porque o sol daqui de PE é de matar, ah e sem contar com os óculos de grau que vivem praticamente colados na cara…

9 – Sombrinha – Vai que chove né…

10- Essa aqui é um capítulo a parte, daqui a pouco conto a vocês…

11- Carteira com dinheiro, documentos e afins…

12- Netbook – Com toda a minha vida de trabalho e muito mais…

 

Agora vamos para o item 10… Lembram da bolsinha preta né?! Pois é, nela eu levo algumas coisinhas pra ajudar na beleza que já é pouca…

1- Pente – Mulher que se preza não anda sem esse acessório, ainda mais quando ela depende de ônibus e o infeliz, filho da mãe do assento ao lado insiste deixar a janela aberta

2- Palito de unha – Nunca precisei de usá-lo, mas vai que precisa né…

3- Lixa de unha – Tem coisa pior do que ficar com aquele pedacinho de unha arranhando ou enganchando nos cabelos?!

4/5/6 – Alicate e pinça – Aí vocês me perguntam pra que dois de cada… Já aconteceu de eu estar usando e alguém pedir emprestado, pelo menos com dois eu não tenho que ficar esperando que a outra pessoa termine, sem contar que se um quebrar, já tenho outro de reserva.

7 – Batons e brilho labial – Tá, tudo bem, se eu só tenho uma boca, porque raios eu tenho que carregar 11 batons comigo?! Ah sei lá, vai que eu não goste da cor e queira mudar, vai que alguem peça emprestado… pelo menos terá mais de uma opção…

8/9 – Lapis para olhos e rimel – Modestia a parte, eu gosto muito dos meus olhos, então esses dois itens não podem faltar nas minhas tralhas de maquiagem…

10 – Espelho – Bem óbvio né?!

11- Pó para rosto – Eu nem sou muito de usa-lo, ainda mais com o calor infernal que faz aqui, mas sempre o mantenho na bolsa, vai que precise…

12- Fio dental

13- Ataca pra cabelo

14- Creme para mãos – Porque uma mão grossa é tudo que há de ruim, então melhor prevenir né

15- Perfumes – Apesar de já levar um frasco grande na bolsa, mas costumo levar esses pequenos com diferentes fragrancias. Sem necessidade né, mas…

16 – Palitos de dente – Tá, hábito meio estranho, mas quem alguma vez não precisou de algo pontiagudo na vida?! Via das dúvidas, melhor ter sempre por perto…

17- Bolsinha – Onde guardo os vidrinhos de perfume e o apontador do lápis para olhos…

 

Bom, é isso aí que vocês encontram na minha “bolsinha” 😀

E na sua, o que eu encontraria?!

A superação de uma criança e o milagre divino


O ano era 1990. Ela estava com os pais e um sobrinho, aproveitando as férias de janeiro em uma praia maravilhosa. Em uma tarde de sol quente e vento aconchegante, eles resolveram dar uma volta a beira mar. Ela e o sobrinho se jogaram na água, aproveitando toda a diversão que o local tinha a oferecer. De repente o sobrinho mergulha e some da sua vista e segundos depois ela sente uma forte dor na perna esquerda e logo perde as forças. Ela não sabia nadar e a dor na perna não a deixava nem tentar se mover direito. Percebendo que a brincadeira não tinha sido uma boa ideia, o sobrinho a ajuda a sair do mar. Ela não comentou com ninguém sobre a dor que a incomodava, devia ser apenas um mal jeito. Logo passaria.

As ferias acabaram, eles voltaram pra casa e a vida seguiu a rotina diaria, a única diferença era aquela dor que insistia limitar as suas passadas, já não dava pra andar normalmente e isso começou a ficar cada vez mais evidente. Ela resolveu contar aos pais que a levaram ao médico e logo veio a sentença: fêmur deslocado. O sobrinho só queria tirar uma brincadeira, mas o puxão na perna esquerda havia sido tão forte que foi capaz de deslocar o osso. Isso explicava aquela dor insuportável. Mas a pior notícia ainda estava por vir, a perna afetada estava encurtando e talvez ela perdesse alguns dos movimentos.

Depois de muitas idas e vindas ao médico, a cirurgia foi marcada. Coincidentemente era o dia do aniversário dela, nunca havia passado pela sua mente que completaria seus 10 anos de idade dentro de um bloco cirúrgico.

A mente ainda estava sob o efeito da anestesia, ela não reconhecia as pessoas muito bem, tudo parecia girar. A  dor era insuportável e a fez chorar desesperadamente por duas horas seguidas, até que um remédio no soro a fez acalmar e dormir. Agora ela tinha um corte na perna, alguns parafusos que sustentavam o osso, impedindo que a perna encurtasse e um futuro incerto.

Cinco dias depois ela voltou pra casa e tentou levar a vida da melhor forma possível, era meio complicado levando em consideração seu aprisionamento em uma cama e quatro paredes, mas pelo menos ela ainda tinha a perna e a esperança de um dia voltar a andar. E assim foi por dois meses, isso mesmo, ela teve que ficar na cama por 60 dias até que finalmente pode colocar os pés no chão e tentar dar os primeiros passos.

Faltava o equilíbrio e sobrava medo, mas mesmo assim ela não desistiu. Ela não conseguia andar normalmente, o pé esquerdo não conseguia ficar para frente o que dava uma passada meio esquisita, mas aquilo poderia ser apenas consequencia de dois meses sem movimento, logo tudo voltaria ao normal. Era a esperança que ela tinha, mas a esperança morreu na visita seguinte ao médico…

Doutor, minha filha não está andando normalmente. Ela está puxando da perna e o pé está troncho – disse a mãe dela ao médico –

– Mãe, a senhora vai ter que se acostumar, porque essa será a realidade da sua filha de agora em diante. Quando ela completar 15 anos faremos uma outra cirurgia para a retirada dos parafusos e aos 18 anos poderemos tentar corrigir esse defeito na posição do pé dela, mas por enquanto ela tem que ficar assim…

A mãe dela fez o possível para não passar seu desespero e sempre mostrava aquela imagem de que logo tudo voltaria ao normal, mas a realidade falou bem mais alto assim que ela voltou as rotinas diarias. Ela não passava desapercebida na rua, seu modo de andar a fazia ser diferente das outras pessoas, mas pior mesmo era na escola, ela fazia questão de não sair da sala de aula, só pra não ter que expor seu jeito feio de andar, ela também havia perdido alguns movimentos na perna esquerda e o coração sempre batia mais forte quando a professora inventava de fazer alguma atividade onde os alunos tivessem que sentar no chão. Suas dificuldades eram bem visíveis e depois de algumas tentativas sem sucesso, ela tinha que ficar na cadeira mesmo. Ela tinha apenas dez anos e teria que esperar mais oito por uma remota possibilidade de andar normalmente…

Mas o médico não contava com a fé da sua mãe e muito menos com a dela. Elas acreditavam em milagres. Os anos passaram, muitas dificuldades tiveram que ser enfrentadas, obstáculos enormes foram deixados para trás e ano após ano a garota enfrentava sua realidade da forma mais otimista possível. Ela terminou seus estudos, enfrentou todo o preconceito e foi forte o suficiente para acreditar e esperar pelo milagre. Aos 15 anos ela não fez a cirurgia para a retirada dos parafusos e nem precisou aos 18 submeter-se a terceira cirurgia para a correção do defeito que havia ficado na posição do seu pé. Dia após dia o milagre foi acontecendo, seu pé foi gradativamente voltando para a posição normal e hoje aqui eu estou andando da mesma forma como eu andava quando tinha oito anos de idade…

Se você não acredita em milagres, passe a acreditar. Eles acontecem e eu sou um exemplo vivo disso. Eu poderia ser uma deficiente física hoje, mas eu abrí o caminho e o milagre divino me alcançou. O milagre pode estar a sua porta, você só precisa abrí-la.

Ruídos que me irritam


E lá vai mais um post da serie “Me conheça melhor” 😛

Hoje quero falar, digo, escrever, sobre aqueles barulhinhos do cotidiano que podem até ser simples, mas poderosos o suficiente pra me deixar em um alto nível de stress, mas tão alto a ponto de acabar com a vida de um (eita! exagerei!)…

Você está à mesa fazendo aquela refeição maravilhosa quando de repente o filho da mãe resolve dar uma chupadinha no dente… Ou então vai beber o suco, água, refrigerante ou qualquer outra coisa liquida e dá aquela puxada como se o copo tivesse cem metros de profundidade e o conteúdo estivesse lá embaixo…

Pior que isso, só aqueles individuos que abrem um metro de diâmetro bucal pra mastigar a comida, provocando aquele ruido irritante que só me da vontade de fazer o camarada engolir o prato inteiro. Qual a dificuldade em fechar a boca antes de começar a mastigar o alimento?!

Ahh quer ver outra coisa que me deixa pela hora da morte?! O individuo que come batendo o talher nos dentes… Gente!! A boca humana tem uma elasticidade legal, se abrir mais um pouco da pra colocar o talher dentro sem ter que encostar nos dentes…

É normal ficar resíduos de comida nos cantinhos dos dentes e foi justamente pra isso que inventaram o palito e o fio dental, mas por favor, vamos nos livrar desses resíduos lá dentro do banheiro e de preferencia até de costas pro espelho. Tem coisa mais irritante do que ver alguém palitando os dentes?!

Tudo bem que todo ser humano normal produz gases que são colocados pra fora pela boca e pelo… é isso mesmo que vocês estão pensando, mas vamos combinar que o ruido provocado por esses gases não são nada agradáveis, sem contar o odor de alguns deles que são catastróficos, então custa ser discreto?! É, mas tem gente que acha lindo soltar aquele arrotão ou aquele punzão em público…

Tá gripado?! É normal juntar secreções (o nome bonitinho é esse mesmo?!) no nariz e é claro que ninguém se sente legal com o nariz todo melecado, mas ninguém é obrigado a ouvir o individuo do lado assoando as narinas e ainda tentando limpar toda a meleca que sai de lá de dentro né?!  Hello!!

Outra, barulho de salto alto eu até que consigo aturar, mas arrastado de chinelo me faz sentir nervos estremecendo nos lugares mais improváveis… Da vontade de pegar o camarada pelas pernas e deixá-lo cotó!

Alguém aí também se irrita com essas coisas ou eu que tô ficando velha e insuportável mesmo?! 😦