Arquivo da categoria: O passado

:: Atualizando ::


Olha eu aqui de novo! Estou no mesmo local de ontem, praticamente a mesma hora e exatamente na mesma correria. Cheguei um pouco mais cedo ao trabalho hoje, o que me da o direito de passar um tempo aqui dando atenção a minha vida virtual, só espero que meu PC não esteja sendo monitorado por aí… Coisa chata essa sensação de que tem alguém nos olhando, não é mesmo?! Bom, continuo com o mesmo problema na internet, a luzinha laranja do roteador piscou o dia todo, saí de casa e ela ainda estava piscando, avisando que a net estava pra lá de Bagdá. Reza a lenda que o problema no meu provedor foi resolvido, vamos ver se amanhã tudo volta ao normal, se não voltar… graças a Deus por tudo, pelo menos estou aproveitando essa ausencia de internet pra dar atenção a outras coisinhas do meu mundo real…

Falando nisso… hoje recebí um telefonema inesperado, acompanhado de uma visita mais inesperada ainda… Foi uma tarde agradável, porem cheia de interrogações e olhares perdidos no tempo… Alguém aí sabe como se livrar de um passado que insiste em tornar-se presente?! Se descobrirem a fórmula mágica me avisem, por favor! Vocês devem estar se perguntando a respeito do que estou falando, acertei?! Hummm deixa pra lá! É um assunto bem delicado, qualquer dia desses eu posso contar a vocês, hoje não.

Bom, time is over! Mas antes de ir, quero deixar uma música pra vocês, ela define bem a ligação e a visita de hoje… Enjoy it! 🙂

Anúncios

:: Aprontanças de criança ::


Sabe o que eu acho legal nas crianças? Elas são sinceras! O problema é que essa sinceridade pode levar os pais a situações inusitadas e as vezes até constrangedoras…

Eu tinha meus cinco ou seis anos, por aí… quando fui com meus pais à casa de uma amiga deles para um almoço, era o aniversario dela. Todos estávamos sentados à mesa, comendo, conversando, contando historias, relembrando o passado, quando eu sentí sede e pedí a minha mãe que colocasse suco no meu copo… Eu já havia tomado mais da metade do conteúdo quando sentí algo estranho dentro da minha boca: ERA UM ANEL! Socorro!!! Lembro que dei uma olhada mais aprofundada para dentro do copo, quando em meio ao suco eu encontro uma correntinha com pingente e tudo mais. Metí minha mão dentro do copo, tirei a correntinha e sem alguma cerimônia…

– MÃÃÃÃÃÃEEEEEE OLHA SÓ O QUE EU ACHEI AQUI DENTRO!!!!

Coitada da minha mãe, não falou nada, mas me passou aquele olhar  de reprovação que eu tive vontade de me socar embaixo da mesa. Gente, mas que culpa eu tinha da dona da casa não ter lembrado de lavar o copo antes de colocar à mesa?! Sem contar que copo nunca foi porta jóia né! Ai ai… que o pescoço e o dedo de quem usou aqueles acessorios tenham estado limpos, é isso que até hoje eu tenho esperança… 😀

:: Na mira de um Cafajeste ::


 

Eu estava no auge da minha adolescencia quando conhecí o Cafajeste (com “c” maiúsculo mesmo!), claro que eu só vim descobrir isto depois, até então ele era o príncipe encantado que sempre aparecia nos meus sonhos de bela adormecida, coisa bem típica da fase de adolescencia. Na época eu fazia um curso de idiomas, estudava uma lingua bem peculiar que era de interesse do Cafa e esta foi a desculpa para o começo da “amizade”. Ele tinha umas dúvidas, que segundo ele, só eu poderia tirar… Tudo bem, começamos a estudar juntos, mas logo a real intenção dele veio à tona.

 

Morávamos em cidades diferentes, o que fazia com que o contato se limitasse a cartas e telefonemas e visitas esporádicas, na época o acesso ao mundo virtual ainda era muito restrito (Wow! Me senti velha agora!). Não demorou muito e tudo passou a ser muito constante e intenso a cada dia, e logo a anta aqui estava morrendo de amores pelo Cafajeste, jurando que ele iria me levar a algum paraíso construido em algum mundo encantado por aí… Ele parecia ser tão perfeito, me tratava como uma princesa, me enchia de “amor” e de atenção, era tão educado, tão esforçado, tão homem… era o pai que meus filhos mereciam ter! Pois é, cheguei mesmo a pensar em casamento com ele e acreditar em amor completamente verdadeiro.

 

Certo dia ele ligou pra mim, e como sempre me encheu de belas palavras de “amor”, palavras que me deixavam a cada dia mais dependente de toda aquela situação. Explicou que naquela semana não teria como vir aqui me ver, mas que não deixava de pensar em mim e que eu era muito importante pra ele e coisa e tal e tal e coisa. Encerramos a ligação e eu fiquei aqui com o “borboletário” voando no estômago. O amor é lindo né?!

 

Naquele mesmo dia eu resolvi ligar pra ele, e não conseguindo manter contato pelo celular, resolví então ligar para aquele número que havia ficado na memoria do meu telefone. Ele sempre me ligava do celular dele, mas naquele dia ele tinha me ligado de um número residencial, inocentemente eu imaginei que aquele número poderia ser da casa dele e por questões que não me importavam, ele não havia me dado o tal número antes. Fui então na lista das ligações recebidas e liguei pro tal número:

 

 

– Alô! – uma voz feminina atendeu do outro lado –

– Alô!! É da casa de Fulano?! Eu gostaria de falar com ele….

– Não, aqui é da casa da namorada dele, ele acabou de sair, quer deixar algum recado?!

– Não, obrigada.

 

Aprendí logo cedo que homem não merece 100% na nossa confiança…
 

 

De volta ao passado


Em um passado não muito distante eles viveram uma história de amor, entre tantos amores de ambos os lados, aquele parecia ser o que chamam de amor verdadeiro, mas sem alguma explicação aceitável, o destino os separou. Não muito tempo depois, em uma noite de sexta-feira, a campainha da casa toca e ela não acreditava no que seus olhos viam:

– Oi tudo bem?!
– Oi..
– Ainda lembra de mim?
– Mas claro que eu lembro. Como poderia esquecer de você!
– Posso entrar?! Preciso apenas de cinco minutos seus.
– Sim, claro!
– Olha, semana que vem eu vou me casar. Não me pergunte nada, eu não sei te explicar nada, apenas precisava urgentemente te ver. Só isso… te ver!

Aquele abraço ficaria na memória dela pelo resto da sua vida. Ele beijou-a de uma forma carinhosa e depois disso foi embora. Alguns anos depois ele toma conhecimento de que ela estava se organizando para casar e desesperado entra em contato com ela:

– Você está certa do que está fazendo?
– Claro que sim. Eu o amo e vou me casar com ele e tenho certeza de que seremos felizes.
– Não faz isso comigo, eu não aceito te perder!
– Mas você fez a sua vida, e eu tambem tenho o direito de fazer a minha.
– Olha, eu dei um passo errado na minha vida, mas me da uma chance. Eu estou disposto a largar tudo por você…
– Desculpa, mas agora é tarde.

O destino os havia separado e cada um foi viver a sua vida, buscando a felicidade no caminho que aos seus olhos era o correto. Não demorou muito para que o tempo os mostrasse as consequencias das escolhas erradas, mas agora não havia muito a fazer, muitas coisas não poderiam mais ser mudadas. Dez anos havia passado…

– Oi, vai fazer alguma coisa esse final de semana? Topas dar uma volta? – ele pergunta –
– Hummm tá bom, aceito sim.
Depois de tanto tempo eles estavam frente a frente mais uma vez e tudo parecia ser como a dez anos atras, mas eles não comentavam nada. Passaram por lojas, conheceram lançamentos, viram pessoas novas, comentaram sobre vida profissional, por fim concordaram em ir ao cinema assistir algum dos lançamentos. Escolheram um filme de tema engraçado que coincidentemente contava a história de um casal apaixonado, agora separado pelo destino. Ao término do filme não houve comentários, saíram da sala em silencio, percorreram o caminho de volta em silencio e na hora das despedidas, cinco segundos a mais de dois olhares silenciosos e dois suspiros profundos. De volta ao presente, cada um seguiu seu caminho…