Arquivo da categoria: Relacionamento Virtual

Tempo perdido


Acesso meu e-mail e encontro algumas brazucas desesperadas. Elas namoram algum árabe que encontraram vagando por essa imensidão virtual, acharam meu blog nem sei como, descobriram que já fui casada com um egípcio que conhecí na net e agora querem conselhos a respeito de relacionamento a distancia. Eu não gosto de dar conselhos, principalmente quando estes tem a ver com questões pessoais, mas tudo bem, se a pessoa pede é porque está aberta para recebê-lo, e se de alguma forma eu posso ajudar…

Digamos que eu não sou a pessoa certa para dar conselhos a respeito de namoro virtual ou casamento de brasileiras com egípcios. Vocês que me acompanham desde o início devem lembrar que meu casamento com o egípcio não deu certo e a minha experiência como moradora no Egitão não foi das melhores. Depois de tudo isso eu passei a ver a vida de uma forma mais racional.

É possível encontrar a felicidade em um relacionamento virtual sim, é possível haver um bom casamento entre uma cristã e um muçulmano, é possível a brasileira ir morar no Egito e ser feliz, como da mesma forma é possível o egípcio vir pra nossa terra e crescer na vida, mas as coisas não acontecem de forma tão simples assim, o caminho para essa felicidade é longo, o processo é as vezes doloroso e pode acontecer de uma das partes não estar preparada para isso.

E daí que me aparece aquelas brazucas apaixonadas que vão largar tudo pra casar com o “bonito da pirâmide”, os e-mails vem carregados de florzinhas purpurinadas e borboletas brilhantes pra todos os lados, ela diz que ele é perfeito e que ela o ama, e aqui estou eu com aquela cara de ‘já ví esse filme antes’. Ela vai casar com ele, mas ela sabe muito pouco da vida do cara, do Egito ela só conhece as histórias faraônicas que a gente aprende no Ensino Fundamental, e o pior de tudo, não sabe quase nada de como funciona a vida em um país onde quem manda é a religião. É, mas vai largar tudo e se mandar pra casar com ele…

E daí que eu perco um tempo desgraçado contando a minha experiência, que não foi nada boa, mas claro que minha vida não é regra pra ninguém, então, conto experiências que deram certo, mas a vida dos outros também não é modelo pra ninguém, então tento mostrar como que é a realidade de vida no Egitão, como que são as regras do bom viver no mundo muçulmano, como que é o temperamento da maioria dos homens árabes, a realidade econômina do país, o que ela tem que abrir mão caso queira ver o marido e a sociedade egípcia com um sorrisão nas orelhas… sei que no final das contas fico quase com calo nos dedos, envio o e-mail e fico aqui com cara de paisagem esperando a resposta que nunca vem…

Sabe porque muita gente quebra a cara na vida?! Porque escolhe enxergar apenas aquilo que quer enxergar. A brazucada apaixonada quer ouvir que uma estrangeira que casa com um egipcio é a mulher mais sortuda da face da Terra, que ela vai ter um palácio faraônico a beira do Rio Nilo e um escravo para fazer todos os serviços que ela deveria fazer, se ela vivesse aqui no Brasil. Porque vocês sabem né, o homem egípcio é diferente de qualquer outro homem desse planeta, casamento com eles é garantia de felicidade eterna. Não importa as diferenças culturais, ela vai pro Egitão e lá ela pode se comportar exatamente como ela se comporta aqui no Brasil, e se o egipcio vier pra cá também, afinal, o homem egípcio é uma reencarnação de Amon-Rá e por isso ele é respeitado onde quer que vá…

Ai gente, eu tô de saco cheio, sabia?! Não é que eu não acredite em felicidade entre brasileiras e egípcios, é claro que essa felicidade é possível, mas o fato é que em um relacionamento desses há detalhes que devem ser analisados de forma cuidadosa, o amor é lindo mas o dia a dia nem sempre é colorido, aí depois a gente tem que escutar comentários do tipo: “Ahhh se eu soubesse que seria assim…”. Aí da vontade de dizer: “Ahhh eu bem que tentei avisar…”

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A brazucada e os casamentos virtuais


Esses dias eu estava cá com meus botões pensando nos inúmeros casos que conheço de relacionamento amoroso entre egípcios e estrangeiras, e vou contar a vocês, é incrível perceber como na maioria dos casos é sempre a mulher que tem que abrir mão das coisas, seja do seu conforto, seja da sua liberdade, seja da sua religião, seja até mesmo das economias conseguidas a custo de muito suor. Vocês conhecem a comunidade EGITO – DO NILO AO DESERTO? Não?! Então clica aqui e faz uma visitinha, garanto que não vão se arrepender.

Então, o pessoal lá na comunidade estava comentando sobre esses relacionamentos e surgiu esse comentario: “Porque tem tanto egípcio na internet procurando casamento?”, e logo eu lembrei dos pensamentos que eu estava compartilhando com meus botões. Porque é que a mulherada tem sempre que se sacrificar? Se o egípcio vai casar com uma egípcia, ele tem que dar apartamento do jeito que ela quer, tem que bancar do bom e do melhor e ainda tem aquela paradinha do dote, aí o egípcio encontra uma brasileira carente vagando por essa imensidão virtual, diz um ‘I love you’ aqui, um ‘bahebak’ alí e pronto, o casamento já está marcado, e daí a brasileira faz das tripas coração pra comprar a passagem pra ir pro Egitão conhecer o phophis e pior que isso, ela já vai certinha pra casar com ele, não sabe nem se vai se adaptar a cultura local, se o cara ronca ou tem mau hálito, o amor é lindo e ponto final.

Vocês tem noção do tamanho do risco?! Se tudo der certo, graças a Deus, mas e se não der?! O egípcio estará no conforto da sua pátria, e quanto a brasileira? Ela estará longe de tudo que lhe é familiar e agora com a dificil tarefa de voltar pra casa pra reconstruir a vida. A mulher abre mão da sua propria religião, conheço casos de mulheres, inclusive esta que vos escreve, que abriram mão até do seu conforto financeiro, e tudo em nome de um grande “amor”…  Aiii gente, até onde isso vale a pena?!  Não é que eu duvide da possibilidade de felicidade conjulgal por essas vias, mas depois de passar por certas situações, a gente chega a conclusão que prevenir ainda é a melhor opção. Poxa, se a mulher pode se sacrificar pra conhecer o bonitão da pirâmide, porque eles também não podem fazer uma forcinha, tirar a poupança da cadeira, pegar um vôo e vir aqui no Brasil conhecer a brasileira? Porque só ela que tem que se arriscar?

E o que mais me deixa de cabelos em pé em tudo isso é quando encontro alguma doida varrida corajosa que larga tudo aqui pra casar com o bonitão da pirâmide que financeiramente muito mal consegue manter a si mesmo, e pior ainda é quando ela já vai certinha de casar pra tentar trazer o cara pra tentar a vida aqui no Brasil. Tudo bem que o amor é lindo, mas é bom lembrar que ele não paga as contas…

☆ Ele não fala a minha lingua! ☆


Volta e meia tomo conhecimento de historias de casamentos entre pessoas de culturas diferentes, as dificuldades que a brazucada enfrenta para se adaptar a nova vida, todas as renúncias que precisam ser feitas, e o pior de tudo: a reciproca que é ausente em muitos casos, e fico aqui pensando com meus botões até onde tudo isso vale a pena. Deixa logo eu avisar aqui, se você está apaixonada por algum ‘gringo’ e está se sentindo Alice no país das maravilhas e prestes a largar tudo em busca de um grande amor, então não leia o restante desse texto. Hoje eu estou no meu momento realismo no mais alto nível e não quero que os sonhadores apaixonados fiquem com raiva de mim… Aviso dado hein!

Já parou pra pensar que a grande maioria das pessoas casadas aconselham os solteiros a não casar, e ainda completam dizendo que se pudessem voltar o tempo, não casariam de novo?! Quando eu era solteira odiava quando algum casado vinha com esse papo pro meu lado e podia apostar os dois dentinhos da frente como eu seria o exemplo de casamento feliz. Casei. Separei. Hoje eu assino embaixo do que os mais antigos dizem. Casamento não é ruim não, muito pelo contrario, é a coisa mais linda que existe nesse mundo, o problema está nas pessoas e a coisa mais dificil do mundo é encontrar alguém que valha a pena. Via das dúvidas… é melhor não casar ter o máximo de cuidado na escolha…

Aí eu penso nos casamentos entre pessoas de países diferentes, posso ser mais específica? Penso nos casamentos entre a brazucada e os egípcios… Se casar com uma pessoa que faz parte do nosso mundo já é um desafio, imagina só o que é casar com uma pessoa que faz parte de outro mundo… além de ter que lidar com todos os detalhes de um individuo que não é igual a nós, ainda temos que lidar com todos os detalhes da cultura onde ele está inserido, se houver uma cumplicidade, graças a Deus, a vida será um mar de rosas apesar de todos os espinhos, mas… e se não for?! Pior que segundo as minhas estatísticas a probabilidade de não ser é bem grande. Conheço dezenas de brazucas que se relacionam com egípcios e posso contar na metade dos dedos de uma mão os casos que estão dando certo…

É claro que esse risco é o mesmo se a brazuca casar com o vizinho amigo de infancia dela, mas a grande questão em tudo isso, e que me da calafrios sempre que eu conheço alguma brazuca apaixonada que conheceu um egípcio perdido na net, é a aculturação. Um dos dois vai ter que largar tudo no país de origem pra começar a vida, geralmente quase do zero e essa realidade é muito mais seria do que possamos imaginar, se não houver cumplicidade por ambos os lados o amor vai de água abaixo e o céu vira em inferno em um piscar de olhos. Claro que quando a gente está envolvido na paixão a gente não consegue ver por esse ângulo, a gente acha que pra tudo tem uma solução, mas na prática não tem. Tô tão realista hoje!…

Bom, eu teria trocentos comentarios pra fazer, mas por hoje fico por aqui… Só deixo um conselho pra brazucada apaixonada que está prestes a largar tudo por uma grande paixão: procure conhecer ao máximo todos os detalhes da cultura do seu grande amor e tente imaginar se você seria capaz de viver feliz dentro dela…

☆ O perigo dos relacionamentos virtuais ☆


Ainda não contei detalhes aqui, mas eu conhecí o falecido pela internet e me mandei pro Egitão já certa de casar com ele, tendo o mínimo de conhecimento dele e da cultura egípcia que lá me esperava. Graças a Deus que ele e a família eram pessoas de bem e a separação não teve nada a ver com a cultura, religião ou qualquer outra coisa do genero, e que apesar de tudo, tive meus dias de Nefertite lá no Egitão e hoje aqui estou sã e salva tocando a vida pra frente sem sequela nenhuma, mas tem outras pessoas que não tem a mesma sorte e embarcam numa aventura bem perigosa e na ânsia de encontrar a felicidade, encontram mesmo é problemas. Lá estava eu dando uma lida nos meus blogs favoritos, quando dou de cara com essa postagem aqui. A brazuca apaixonada se manda pra India jurando que tinha encontrado o amor da vida dela e por muito pouco não volta pro Brasil dentro de um caixão. Exagero?! Clica no link e confere todos os detalhes…

Vou ser sincera à vocês, agora eu tenho tanto medo de relacionamento virtual que quando ouço alguma brazuca apaixonada fazer comentarios que está indo pro outro lado do mundo em busca do grande amor, me da calafrios e vontade de implorar que ela não faça isso. Não é porque comigo deu errado, que tem que dar com todas as outras pessoas, não é porque com essa moça que foi pra India deu errado que tem que dar com todas as outras, mas a questão é que a probabilidade de dar errado é bem maior que a probabilidade de dar certo e daí que vem o medo. Um dia desses eu tive a curiosidade de enumerar todos os casos de relacionamento virtual Brasil/Egito que eu conhecia e dava pra contar nos dedos de uma só mão, os casos que deram certo. Relacionamentos convencionais também dão errado, e aí estão as estatísticas para comprovar, mas pelo menos nesses casos as pessoas estão em seus países, falando a mesma lingua, vivendo na mesma cultura e o melhor de tudo, perto das suas familias, se der um grito, a ajuda já estará alí. Estando em outro país, em caso de apuros, muito pouco pode ser feito…

Claro que a felicidade pode estar lá do outro lado da tela do computador, tem tantos casos que deram certo, mas ninguém vem com selo de garantia na testa e por isso que não vale a pena se arriscar tanto. Se as brazucas podem fazer das tripas coração para encontrar o “amor” lá do outro lado do mundo, porque eles não podem fazer o mesmo esforço para vir até aqui ao Brasil conhecê-las?! Se elas podem ir para o país deles e trabalhar pra ganhar a vida, porque eles não podem vir pra cá e fazer o mesmo?! Porque a maioria dos casos desses casamentos virtuais, o homem vive uma vida bem simples, financeiramente falando, então se é pra começar do zero, não vai fazer diferença de aqui ou lá, se é pra morar na casa dos sogros, não vai fazer diferença se aqui ou lá, mas não, sempre é a mulher que se sacrifica, sempre é a mulher que renuncia, enquanto o homem está lá no conforto da sua cultura só assistindo tudo de camarote, tudo isso porque a mulher do nosso século ainda sonha com o principe encantado, e como no mundo real este principe parece que não existe mais, ela se lança na busca inconsequente por essa imensidão virtual, e o pior é quando ela  percebe que no mundo virtual a realidade é igualzinha a do mundo real… As apaixonadas que me desculpem, mas a mulherada precisa pensar mais com a razão!

:: Amor inconsequente ::


Ando tão realista esses dias que tenho até evitado dar de cara com alguma historia mirabolante de amor incondicional e na intenção de apenas comentar o fato, apagar o brilho purpurinado dos casais apaixonados… mas parece que esses casos me perseguem! Hoje, dando uma lida nas noticias ao redor do mundo, dou de cara com a seguinte manchete: “História de amor em Gaza: a noiva que rastejou por um túnel“. Vindo do mundo árabe, já imaginei a grandiosidade que seria a questão…

“Ele morava na Faixa de Gaza, ela na Cisjordânia. Parecia que o bloqueio israelense impediria o casamento dos dois. Então May arriscou sua vida para rastejar por um túnel de contrabando e chegar a Gaza para se unir a Mohammed. Agora eles enfrentam um futuro incerto juntos. “

Nesse primeiro parágrafo confesso que já tive vontade de fechar a página, o “futuro incerto” já me deu um frio na barriga,  sofro com as consequencias alheias, mas como a curiosidade é sempre maior, prosseguí a leitura…

Como não poderia ser diferente, eles se conheceram pela internet há apenas três meses atrás. Eles são primos em segundo grau e o casamento foi virtualmente arranjado pela familia. Ela, trabalhava em uma boutique em Ramallah. Ele, guarda-costas e recebe cerca de R$ 43,00 por mês da Autoridade Palestina, controlada pela Fatah, com sede na Cisjordânia, mas agora que o Hamas está no comando, ele está destinado a ficar desempregado. Mesmo assim, ele pagou o equivalente a R$ 2.600 para que ela passasse clandestinamente por um túnel de contrabando do lado egípcio da fronteira até a Faixa de Gaza. Leia o trecho da reportagem para entender porque ela teve que se arriscar nesse túnel:

A Faixa de Gaza foi cercada por um bloqueio israelense desde que o grupo radical islâmico Hamas saiu vitorioso em uma violenta luta de poder no território em 2007. Um milhão e meio de pessoas estão presas em uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). O fato de que os palestinos que vivem lá são proibidos de sair da Faixa de Gaza ou de ir para a Cisjordânia foi descrito pela ONU como uma “punição coletiva”. Isso significava que, se os dois quisessem se casar, seria May que teria de deixar a Cisjordânia.

Bom, passado o perigo, eles se encontraram, viram como o amor é lindo e com certeza ele ficou muito orgulhoso com a imensa prova de amor que ela deu, se arriscando ao extremo em nome do amor que os unia. Estão casados e vivem em uma casa onde não tem nenhuma mobília além da mesa onde fica o computador e os colchões de espuma encostados na parede. Durante o dia os colchões servem como sofás e à noite como cama para a família, provavelmente essa será a realidade ainda por muito anos tendo em vista a divida equivalente a R$ 7.900 que ele tem a pagar e não faz a mínima ideia de como fazê-lo.

O trecho a seguir foi o que mais me partiu o coração:

“Lentamente o jovem casal começa a perceber que o brilho de felicidade dos primeiros dias pode em breve se acabar. May sente falta de sua mãe. “Meu pai morreu quatro semanas antes de eu sair de casa e agora minha mãe perdeu sua única filha”, diz ela. Ela também sente falta do trabalho que tinha em uma boutique em Ramallah. “O amor é cruel”, admite a moça de 23 anos. Ela não tinha ilusões de que viveria a boa vida em Gaza, diz. “Mas não esperava que fosse tão ruim.””

May ainda não viu o Mediterrâneo, embora o mar fique a apenas 20 minutos de carro da casa de seus sogros. A viagem custaria a ela um dólar (R$ 1,73) e Mohammed e May simplesmente não podem esbanjar dinheiro.

Aí eu pergunto: Até que ponto tudo isso vale a pena?!

:: Relacionamentos Virtuais e as questões financeiras ::


É crescente o número de casais apaixonados que se conhecem aqui pela net e movidos por essa intensa paixão, embarcam na aventura de um namoro virtual que em muitos casos chega até ao casamento. Há quase quatro anos atrás eu estava aqui pela rede tentando pescar alguma coisa que ocupasse  minha madrugada de insonia, quando dou de cara com um egípcio perdido nessa imensidão virtual, semanas depois estávamos “namorando” e fazendo planos para um futuro em comum. Insano! Como que eu poderia namorar e ainda pensar em casar com uma foto do Skype?! Não demorou muito pra que eu encontrasse outras insanas como eu e hoje percebo que o número de relacionamentos virtuais aumenta a cada click. Hoje, longe daquela atmosfera purpurinada, florida e cor de rosa do fantástico mundo do “amor”, analiso a questão de forma fria, 100% racional e confesso que muito me preocupa essa nova leva de casais virtualmente apaixonados, principalmente aqueles que, assim como eu, se envolvem com pessoas de outros países.

Como tudo nessa vida tem os dois extremos, existe a possibilidade do sucesso nesses desses relacionamentos virtuais e tenho alguns exemplos no meu ciclo de amizade, mas não posso negar que o número de casos que deram errado é bem maior. Sei que no mundo real a realidade também não é muito diferente, e as estatísticas relativas a divorcio e separações estão aí para comprovar isto, mas o detalhe é que no mundo real, os casais tem uma chance maior de enxergar as entrelinhas, já no mundo virtual as vezes até as proprias linhas são ilegíveis.

Fico abismada como a emoção rege a vida dos relacionamentos virtuais, principalmente aqueles entre culturas diferentes, o título de “estrangeiro” encanta tanto que na maioria dos casos as pessoas esquecem que as contas a pagar tambem faz parte da vida de um casal. Me respondam: No mundo real os casais, por mais apaixonados que estejam, casam-se sem o mínimo de estrutura?! Casam pra depender dos pais?! Casam pra tentar a sorte?! O homem casa, mesmo sabendo que o salario dele não é suficiente pra cuidar da esposa e dos filhos que virão?! Provavelmente não, já no mundo virtual essa prática parece ser constante, pelo menos no mundo virtual que me rodeia…

Volta a meia recebo e-mails de brazucas apaixonadas procurando informação de como casar no Egito, que documento levar, como que é morar lá e afins, e fico a ponto de uma síncope quando tomo conhecimento que a brasileira em questão vai largar T-U-D-O aqui no Brasil pra casar com uma pessoa que vive de salario minimo ou bem menos que isso, e que alem disso vai morar na casa dos pais porque o cara não pode nem alugar um quartinho pra eles, paralelo a isso tudo, seus conhecimentos sobre a pessoa que será seu marido e pai dos seus filhos resumem-se apenas a tela de um computador, ela não sabe nem se o cara tem mal hálito, mas o amor é lindo e eles vão casar um dia depois do primeiro encontro no mundo real… Aqui, bem longe da rede de computadores, as pessoas se conhecem hoje e casam na próxima semana?! Claro que não! Mas porque no mundo virtual isso é tão comum, alguem me explica?! E não é a rapidez nos casamentos que me preocupa, mas muito mais a falta de estrutura financeira entre eles…

Conheço vários exemplos de brazucas que largaram tudo em nome de um grande amor e depois que o êxtase da paixão passou, se viram frente a dificil tarefa de administrar uma vida no limite de uma realidade já bem limitada. Materialista, eu?! Nada! Só acho injusto como casada ter uma vida inferior a que se tem como solteira, é sempre bom ter em mente que o amor não paga as contas e que papai e mamãe não tem obrigação nenhuma de sustentar os pombinhos apaixonados…