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:: Professor Nativo X Professor não nativo ::


Em se tratando do ensino de uma lingua estrangeira, será que o melhor professor é o professor nativo? Eu tenho lá minhas dúvidas! O bom de estudar com uma pessoa que tenha a língua estrangeira como língua mãe é que em se tratando de aprendizado oral, teremos a chance de aprender algo mais original, o que consequentemente fará com que nós falemos a segunda língua sem um sotaque tão pesado, mas por outro lado, o ensino de um idioma não resume-se apenas a questões orais, todo professor deve ser um artista e nem todo mundo tem as habilidades necessarias para desenvolver a arte de ensinar. Aqui eu chego a conclusão que nem todo nativo é a melhor pessoa indicada para o ensino de um determinado idioma, pelo menos não no que tenha a ver com questões didáticas.

O tradutor que não entendia o idioma que dizia traduzir…


E lá estava eu e outros quatro candidatos em uma seleção para vaga de emprego. Todos professores de inglês. O clima era de tensão típica da avaliação e a incerteza quanto a admissão. Tudo estava sob controle, até que um dos candidatos comentou que era tradutor da embaixada americana, o que ajudou muito a aumentar o nível de stress. Todos éramos professores de inglês, mas ele, além de professor, era tradutor, e ainda mais da embaixada americana, o que me levava a crer que o inglês dele era “O” inglês, consequentemente ele tinha um diferencial, que pelo menos eu não tinha.

O examinador começou a falar certos detalhes pertinentes a vaga, quando de repente ele deixou o português de lado e continuou as explicações em inglês. Sem problema nenhum, dava pra entender perfeitamente o que ele falava… O problema começou quando ele direcionou uma pergunta ao tal tradutor da embaixada americana. Eu não lembro a pergunta, mas recordo muito bem que não entendi uma vírgula da resposta…

Comecei a ficar preocupada, fiz um esforço sobrenatural pra entender o que ele falava, mas quanto mais esforço eu fazia, menos aquelas palavras pareciam ter algum sentido lógico pro meu cérebro. O sotaque era americano sim, mas que raio de palavras eram aquelas que ele falava?! Olhei pras outras três candidatas que bem sérias olhavam pro cara, o que me deixou mais preocupada ainda, porque elas pareciam entender…

No momento seguinte o examinador nos deu um envelope com um determinado assunto que teria que ser exposto em forma de aula e tudo em inglês. Obviamente que por mais que a gente saiba, mas não é nada confortável saber que estamos sendo avaliados, mas tudo bem, força na peruca e simbora! 

A primeira candidata deu a sua aula, todos entenderam e interagiram com ela, inclusive eu, o que me fez sentir mais confortável. Em seguida foi a vez do tradutor da embaixada americana e aí o desespero tomou conta do meu ser porque novamente eu não entendia nada do que ele falava e pra completar, ele se direcionou a mim e fez uma pergunta que eu só entendí ser uma pergunta por causa da intonação, mas fora isso eu não fazia a minha ideia do que ele queria saber e a minha resposta foi exatamente essa: “Desculpa, mas não estou entendendo nada do que você fala”. Respondi em inglês. Ele simplesmente se direcionou a candidata do lado que respondeu a mesma coisa, na sequencia ele “perguntou” as outras duas candidatas que de igual modo falaram que não compreendiam nada do que ele dizia… Ufa! O problema não era comigo…

Quando todos fizeram suas apresentações, o examinador se direcionou ao tal tradutor e disse que tinha uma pergunta especifica a ele: “If you can understand me, please stand up” (Se você me entende, por favor levante-se), e o tal tradutor passou uns 30 segundos “falando inglês”, ao que o examinador respondeu: “I’ll repeat one more time, if you can understand what I speak, please stand up” (Vou repetir mais uma vez, se você entende o que eu falo, por favor, levante-se) e novamente ele começou a falar, falar, falar…

Percebendo que havia alguma coisa errada, cutuquei a candidata que estava ao meu lado e disse: “Oh Fulana, ele não tá dizendo pro cara ficar de pé se ele estiver entendendo o que ele tá falando né?”, e ela respondeu: “È… foi isso que eu entendí”. O problema era, porque cargas d’água ao invés de ele simplesmente ficar em pé, ele ficava falando, falando e falando, e pior, sons que não faziam o mínimo sentido…

Depois de falar por mais 30 segundos, o examinador deu a avaliação por terminada e saiu da sala, nos deixando a sós. O tradutor, agora falando português, disse que tinha facilidade em traduzir, mas pra falar ele não tinha a mesma facilidade. Disse ainda que pra ele era mais fácil falar o inglês instrumental do que o inglês do dia a dia… What?! Até onde eu saiba, tradutores, ainda mais de embaixadas, são aptos a traduzir em qualquer direção, não faz sentido ele dizer que entende uma pessoa falando inglês, mas ele mesmo não sabe falar inglês, concordam? E o problema dele era um pouquinho mais grave já que além de falar um inglês que só ele entendia, ele não conseguia entender nem um simples pedido pra ficar em pé…

Resultado final?! Além de desclassificado ele foi também desmascarado né, o cara não era tradutor de embaixada americana nenhuma, e eu tô até hoje bestificada com a capacidade que ele teve de enviar um currículo falso e ainda ter a coragem de comparecer a entrevista e fazer de conta que a mentira colocada no currículo era verdade…

Ensino Integral: até onde vale a pena?


A menos que a escola tenha uma variedade de atividades, em todas as áreas, que de fato funcionem, esse negócio de ensino integral é apenas outra forma de folgar a vida dos pais e tirar o restinho dos nervos de professores e diretores de escolas.

Pra que manter os alunos entocados na escola, se na verdade a grande maioria deles não estuda? Passe algumas horinhas nas escolas que você verá que a quantidade de aulas vagas supera as expectativas, passe um dia no laboratório de informática e você encontrará uma penca de alunos fazendo tudo, menos pesquisando, você pode até bloquear o acesso a MSN, Orkut e afins, mas pode acreditar que eles darão um jeito de ultrapassar o bloqueio, e até que você encontre o atalho, metade dos seus nervos já estarão em franjas, isso se você não levar alguns “elogios” que não ouso escrever aqui, ao tentar impedir o aluno de acessar certas coisas que nada tem a ver com sites pedagógicos, e o professor ainda tem que manter a calma, afinal, aluno é igual cliente: sempre tem razão, e basta o professor chamá-lo de feio que vem até o Papa tomar as dores, e dependendo do nível da situação, o professor se arrisca até a perder a vida…

Escola boa é a militar! Ah que saudade de um cursinho preparatório que fiz em uma dessas, lá a disciplina era colocada em prática a risca e o respeito era levado a sério em seu mais extremo sentido, fora isso, é quase tudo um faz de contas, os professores já cansados, fazem de conta que ensinam e os alunos, sem um pingo de consciência da vida, fazem de conta que estudam, e assim caminha essa nova geração, que só vai abrir os olhos ao chegarem a sala de espera do mercado de trabalho e virem que enquanto eles brincavam, milhares levavam a vida a sério…

Professores não fazem mágica!


Eu fico bestificada com a capacidade de certos seres humanos… Seu Fulano dos Grudes chega pra mim e diz que será submetido a uma seleção para uma vaga de emprego e nessa seleção haverá um teste de inglês, aí o individuo com a cara mais lisa sai com essa: “Me da algumas dicas aí pra eu me sair bem no teste”. O detalhe é que todo o conhecimento de língua inglesa que o camarada tem é baseado no que ele viu no Ensino Médio e em um cursinho fundo de quintal que ele fez sabe Deus onde. Perguntei “What’s your name” e ele ficou me olhando com cara de “What the hell is that”… Putzzz até onde eu saiba, professores ainda não receberam super poderes pra fazer milagres…

Eu fiz um cursinho de árabe, sei ler as minhoquinhas e tenho um vocabulário que da pra escapar, dependendo da situação, mas quem disse que isso é suficiente para me candidatar a uma vaga de emprego onde o árabe fluente é exigido?! Mas nem aqui, nem nas Arábias! Eu teria ainda que estudar e praticar uns bons anos pra poder pensar nessa possibilidade… Conhecimento é uma construção que, como qualquer outra, ocorre em etapas. É impossível um iniciante ser promovido a avançado sem que antes ele passe pelo intermediário…

Olhei pra cara do indivíduo e sugerí que ele primeiro se matriculasse em um bom curso de inglês, depois ouvisse muita música, muito filme sem legenda, lesse muito em inglês, se expusesse ao máximo ao idioma que com certeza ele alcançaria a fluência desejada, e ele desesperado: “Mas a seleção é semana que vem…”. Ah tá, será que falaram pra ele que eu tenho uma varinha mágica que atende todos os desejos impossíveis?! Ah não, preciso economizar a minha beleza, que já é pouca!

Fica aqui a dica, procurem construir seus conhecimentos com antecedencia, eles precisam estar prontinhos quando a necessidade chegar…

Desculpa mais que esfarrapada…


Aluno chega na sala com cara de cansado, escolhe o último computador  e enquanto o mesmo é inicializado, começa a conversar com o colega que estava sentado logo a frente. Ele começou a descrever uma jornada de trabalho digna de um escravo no auge da escravatura, ele tinha trabalhado tanto que não havia sobrado tempo para fazer a pesquisa que o professor exigente havia solicitado e hoje seria o último dia para a entrega da mesma…

No outro extremo da sala estava esta que vos escreve, ouvindo toda a história do pobre aluno-trabalhador-escravo e tão compadecida pela situação da criatura que estava quase me oferecendo para interceder por ele ao professor, mas ainda faltava uns 40 minutos pro início da aula e cá comigo eu tinha apostado os dois dentinhos da frente que ele tinha feito das tripas coração pra chegar mais cedo e fazer a tal pesquisa…

E ele continuava na odisseia da vida corrida sem tempo algum e uma preocupação fora do comum em como resolver o problema do trabalho que tinha que ser apresentado hoje, e o outro aluno tentando encontrar meios da pesquisa ser feita antes do início da aula, chegou até a sugerir que ele fosse encaixado em outro grupo, afinal, ele tinha passado a semana inteira trabalhando e não tinha tido tempo nem pra respirar…

E no outro extremo da sala continuo ouvindo tudo aquilo e já começando a ficar aflita quando olho pra minha tela e vejo algo errado na tela do suposto aluno sem tempo, até onde sei, aqui não se estuda anatomia e muito menos sexologia, então porque raios ele estava acessando um site pornô?! Tá, mas vai que aquilo era uma dessas propagandas que a gente não escolhe mostrar na nossa tela e poderia ser que ele clicou sem perceber né… Fiquei então monitorando os passos da criatura que caminhava tranquilamente por um vídeo e outro, ao mesmo tempo que dizia pro aluno da frente que nem sabia por onde começar a pesquisa. Compadecido, o aluno ofereceu uma vaga no seu grupo… Enraivecida, bloqueei o acesso da criatura e espero que o professor não acredite nas suas desculpas esfarrapadas…

Fica a dica para meus amigos professores, não acredite em tudo que seus alunos falam…

Entediada com o mundo dos racionais


Não vou mentir, as vezes eu morro de inveja dos biólogos, dos veterinários… enfim, dos profissionais que lidam com os animais irracionais. Irracionais as vezes só na teoria, porque vamos combinar que tem certos animais que tem atitudes menos insana do que certos seres ditos racionais.

Vida de professor


Quem disse que professor descansa é porque nunca teve a chance de passar um dia perto de um. Existe alguma outra profissão que ocupe tanto o tempo de um ser humano como esta?! Acho que professor é um dos pouquíssimos profissionais que leva o trabalho pra casa, e não é porque ele acha interessante fazer isso não, não há muitas escolhas, ou ele leva o trabalho pra casa ou em poucos anos o trabalho acumulado o levará para um consultório psiquiátrico, então é melhor não arriscar, antes um professor atarefado do que um professor louco…

Cheguei a escola no final da manhã, pouco antes das onze e meia, hoje tive a sorte de não ter que ficar até as dez da noite, pouco antes das sete da noite já estava em casa, sentindo cada nervo das pernas e com a garganta em algum outro lugar desconhecido, afinal, só sei dar aula andando os quatro cantos da sala e dia de hoje são seis, isso mesmo, seis horas diretas de aula, e não sei porque tenho a rápida impressão que professor de idiomas fala o triplo dos outros professores…

Ahh e falando nisso, sabe o legal da história?! Dia de hoje eu dou aulas em um projeto com concluintes do Ensino Medio. O objetivo do projeto é preparar a molecada pro primeiro emprego e as aulas de inglês deveriam ser dadas em inglês. Alguém aí tem ideia de como é o inglês até o Ensino Médio, especificamente em escola pública?! Ainda lembro dos meus tempos, quando aprendí que apple era pronunciado “apli” e deu trabalho pra o professor do meu primeiro cursinho de idiomas me convencer a trocar o “apli” por “epôu”. Ele conseguiu, mas de vez em quando eu ainda implicava com ele… bom, atualmente a coisa parece que não evoluiu, de quem é a culpa?! Não sei, só sei que na primeira aula tentei seguir as ordens e falar inglês. Os alunos pareciam ter medo de mim e eu fiquei desesperada… Não da pra concertar o mundo sozinha, dá?! Não tenho super poderes pra concertar o erro de anos passados, ainda mais quando o problema ía muito alem de uma “apli”. Desistí de falar inglês na sala… Shhhh os responsáveis pelo projeto não podem saber hein!! Bom, mas isso aí é tema pra outro post…

Então, quem disse que professor vive uma vida tranquila, precisa passar um dia comigo. Hoje mesmo, cheguei a escola as 11:30, saí as 18:30 e quem pensa que cheguei em casa e me joguei no sofá pra ver novelas se enganou, me agarrei a uma pilha de atividades pra corrigir e só agora, meia noite, é que me livrei de parte dela, repito, PARTE dela… e quando decido dar uma pausa, venho aqui pro blog falar de que mesmo?! E olhe que isso não é nada, mas nada mesmo, comparado a alguns outros colegas que literalmente vivem pra profissão…

É isso aí pessoal, agora preciso me ausentar do mundo virtual, amanhã tenho mais seis horas seguidas de aula e uma infinidade de coisas pra colocar em dias… Querem um conselho?! Não façam a mesma escolha que eu fiz…

Stress no ambiente de trabalho


Pense em uma pessoa chata… Pensou?! Agora multiplique por três… Multiplicou?! Agora eleve a décima potência… Elevou?! Olá! Muito prazer. Essa sou eu…

Reconheço que se há alguma coisa nesse mundo que não é nada agradável de seguir, esse algo chama-se regras. Principalmente quando essas regras vão de encontro a nossa vontade, mas se as regras são em prol do melhor andar da carruagem e principalmente se há uma lógica por trás de cada uma delas, então que sejam seguidas a risca. Quando falamos em regras no nosso ambiente de trabalho, essas devem ser vistas como algo sagrado, principalmente quando lidamos com pessoas, se limites não são colocados, a coisa vira bagunça.

Seguir regras em empresa privada é uma maravilha, a coisa flui que é uma beleza, claro que nada é perfeito, mas nada que uma boa conversa e um chá de conscientização não resolvam a curto prazo. Agora, seguir regras em empresa pública é uma piada, piada daquelas boas, dignas de primeiro lugar em horario nobre no Domingão do Faustão. O interessante é que na teoria tudo está lá como manda o figurino, mas quando vamos para a prática, a coisa funciona mais ou menos assim: 50% não está nem aí e vai levando a vida como dá, essas pessoas não ajudam, mas também não atrapalham, 10% tenta seguir as regras e manter o ambiente em ordens e os 40% restante não obedece as regras e ainda desfaz metade do trabalho que os 10% se lasca (desculpa ai, mas saiu!) pra fazer.

E agora, o que fazer?! Se unir aos 50% e deixar a vida nos levar ou passar a vida tendo um stress extra arrumando aqui pra os outros bagunçarem alí?! GRRRR!!!

Os jovens e a educação


O que é que falta para que a juventude de hoje leve a vida a serio hein?! Não sei se esse é um problema de todos os jovens brasileiros, mas pelo menos aqui na escola onde eu trabalho, a falta de interesse é bem maior do que a tentativa de ser alguém na vida, claro que não vou generalizar, tem alunos que são esforçados até demais, mas infelizmente esses não fazem parte da regra.

O governo daqui do estado onde moro oferece cursos profissionalizantes gratuitamente a toda comunidade, e como se isso não bastasse, ainda oferece transporte, fardas, mochila escolar, caderno, até a caneta e até lanche de boa qualidade, sem contar com os profissionais qualificados que estão sempre prontos a cooperar com o crescimento intelectual do aluno, e o que o aluno tem que fazer?! Somente estudar e dar o melhor de si para ser alguem na vida. Agora me pergunta se a maioria desses alunos reconhece toda essa oportunidade que eles tem… Nem preciso responder né?!

A escola dispõe de três laboratórios de informática com internet a toda velocidade pros alunos, mas vocês acham que a maioria dos alunos vão para os laboratórios pra estudar?! Um descuido e é bem fácil encontrar até alguma página pornográfica aberta e não se espante se o aluno arrumar alguma justificativa pedagógia pro acesso da tal página. O administrador bloqueia a página hoje, mas amanha o aluno já aparece com um atalho que sabe Deus onde ele arrumou e no final das contas ele chega a página bloqueada, o administrador bloqueia o atalho e no outro dia… adivinhem… um novo atalho já está em uso.

O administrador monitora os laboratorios, o aluno está lá em sites indevidos, o administrador salva todo o caminho percorrido pelo aluno que é consciente de que não estava usando a net pra fins pedagógicos, mas quando a advertência chega, o aluno jura até pela mãe dele que estava estudando e que o administrador fez uma montagem pra prejudicá-lo…

Gente! Onde que vamos chegar hein?! Algum professor por aí tem ou já teve problemas semelhantes nas suas escolas?

✿ Não aprendí dizer adeus ✿


Sabe quando você começa a fazer uma coisa exclusivamente por obrigação?! Pronto, foi assim que comecei as aulas nessa turma. Já tinha que dar aulas em outras turmas e estava sobrecarregada demais pra pegar mais uma com todo aquele ânimo que eu tinha nas minhas épocas de recem formada, mas hoje em dia a situação não permite que a gente ande escolhendo emprego por aí, então resolví assumir as tais aulas, afinal de conta era apenas um mini curso de cinco semanas, logo acabaria…

A primeira semana foi meio complicada, eu entrava na sala de aula sem muito ânimo e pedindo a Deus que os alunos não fossem, mas pro meu desespero eles íam. Eles não tinham nada a ver com meu mau humor, eles não me obrigaram a abraçar o mundo com as pernas e muito menos colocaram a faca no meu pescoço pra que eu aceitasse ensiná-los, então, eu não tinha o direito de descontar meu stress nos coitados né?! Tentei fazer com que a aula não ficasse tão entediante quando o humor da teacher, e pra minha alegria a coisa começou a fluir.

Na segunda semana já comecei a pegar gosto pelas aulas, fiz amizade mais próxima com alguns dos alunos e as horas de aula que no começo pareciam não passar, começaram praticamente desaparecer, mal começávamos a estudar e já chegava a hora de ir pra casa, e assim foi nas outras três semanas que se seguiram, com um algo a mais: eu me apaixonei pelos alunos e a recíproca foi bem verdadeira.  Sexta-feira passada foi meu último dia de aula com essa turma e confesso que fiquei de coração partido e bem emocionada com uma homenagem que fizeram pra mim. Aiii achei tão fofo!! Sem que eu percebesse eles tiraram fotos minhas durante as aulas e algumas outras fotos no término da penúltima aula e fizeram um video com as fotos, sem contar com duas folhas repletas de palavras indescritivelmente especiais. Deem só uma olhada…

Obs.: As imagens estão um tanto grandinhas e podem demorar pra abrir, mas tenham só um pouco de paciencia…